Seguem em curso as investigações sobre os esquemas no Daerp, Atmosphera e dos honorários advocatícios
O ano está terminando e os processos da Operação Sevandígia, deflagrada em setembro de 2022, ainda não foram julgados. A justiça entra em recesso na próxima quarta-feira, adiando as decisões para o ano que vem.
Processos em Andamento
O processo mais adiantado envolve a ex-prefeita de Ribeirão Preto, Darci Vera, acusada de chefiar um esquema que causou um prejuízo de R$ 38 milhões aos cofres públicos. Ela responde por corrupção passiva, organização criminosa e peculato, com o Ministério Público buscando a pena máxima. Outros réus envolvidos são Marco Antônio dos Santos, Sandro Rovani, André Rents, Wagner Rodrigues e Maria Zuelli-Brande. Este processo, que trata de um acordo de honorários de 28%, deve ter sua sentença até abril. Novas denúncias anexadas ao processo podem prolongar o julgamento.
Investigação na ERP
Outro processo em andamento investiga irregularidades na ERP (Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto), com Marco Antônio dos Santos como alvo principal. Ele é acusado de receber propina da construtora Egeia em uma licitação de mais de R$ 60 milhões (que chegou a R$ 80 milhões com aditivos). Luisa Alberto Mantila, ex-diretor do departamento, afirma que Marco Antônio era braço direito de Darci Vera e recebeu R$ 600 mil em propina. Um perito constatou superfaturamento nos serviços prestados pela Egeia. A sentença deve sair no primeiro semestre de 2024.
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Processo da Construtora Atmosfera
O processo que envolve a construtora Atmosfera é o mais complexo, com diversas pessoas envolvidas e sem previsão de conclusão. A complexidade dos processos, segundo o advogado Roberto Reck, não indica morosidade, mas sim a necessidade de análise aprofundada dos fatos.
O Fórum de Ribeirão Preto entra em recesso na quarta-feira e retorna apenas em janeiro. As decisões sobre os casos da Operação Sevandígia serão retomadas no ano que vem.



