Testes do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo podem começar em março, com mil pacientes
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) anunciou detalhes de uma pesquisa clínica promissora com uma nova substância, a fósfueta anulamina sintética, que poderá revolucionar o tratamento do câncer. O estudo, que aguarda aprovação da Anvisa e do Conselho Nacional de Saúde, envolverá até mil pacientes e representa um investimento de R$ 2 milhões.
Critérios de Seleção dos Pacientes
É importante ressaltar que nem todos os pacientes com câncer serão elegíveis para participar da pesquisa. O ICESP estabeleceu critérios rigorosos, excluindo aqueles em estado terminal ou que estejam em tratamento contínuo contra a doença. A prioridade será dada a pacientes que se encontram em algum intervalo do tratamento convencional ou para os quais não há opções terapêuticas disponíveis no momento.
Aprovação e Produção da Substância
Para que a pesquisa possa avançar, é crucial obter a aprovação da Anvisa e do Conselho Nacional de Saúde. Além disso, o professor Carlos Gilberto Chiarici, do Instituto de Química da USP (aposentado), responsável pela fórmula da fósfueta anulamina sintética, deverá fornecer as informações necessárias para que o laboratório da Fundação para o Remédio Popular (FURP) possa produzir as cápsulas do medicamento.
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Cronograma e Expectativas
A expectativa é que, com todas as aprovações e a fórmula em mãos, a pesquisa possa ser iniciada no primeiro trimestre do próximo ano. A fósfueta anulamina sintética representa uma esperança para pacientes com câncer, embora seja fundamental aguardar os resultados dos testes clínicos para confirmar sua eficácia e segurança.
O estudo representa um avanço significativo na busca por novas terapias contra o câncer, e seus resultados poderão trazer benefícios importantes para a saúde pública.



