Conhecida como capital do calçado, semelhança do processo de fabricação da indústria calçadista e têxtil ajuda na alta do setor
Franca, tradicionalmente conhecida como a capital do calçado, tem registrado mudanças em seu parque industrial. O setor de confecção de roupas e roupas íntimas encerrou 2023 com 547 empresas ativas na cidade, segundo dados da Associação Comercial.
Migração entre setores
Especialistas apontam que a migração de empresas do segmento calçadista para o vestuário ocorre principalmente pela semelhança dos processos produtivos. “Essa migração do calçado para o vestuário se justifica pela semelhança do processo industrial dos dois. O profissional já tem facilidade com a costura e com o processo industrial envolvido; é um pouco parecido”, afirma o consultor de negócios Rodrigo Souza. Ele ressalta, porém, que a transição exige aperfeiçoamento: “Claro que ele precisa se aprimorar e requer treinamento para manusear o tecido.”
Impacto sobre a mão de obra local
Para muitos trabalhadores — em especial operadores de pesponto, acostumados à rotina das fábricas de calçados — a mudança para a indústria têxtil representa uma opção viável de recolocação. A adaptação é facilitada por competências técnicas semelhantes, mas empresas e profissionais ainda precisarão investir em capacitação para atender às especificidades do vestuário, como o trato com diferentes tipos de tecido e acabamento.
A diversificação do parque industrial de Franca sinaliza um movimento de reconfiguração da economia local, que dependerá de políticas públicas e iniciativas privadas de formação para consolidar a nova vocação produtiva da cidade.



