Setor calçadista impulsionou economia da cidade, segundo dados do Caged; comércio de Ribeirão Preto teve queda nas contratações
Franca, no interior de São Paulo, lidera o ranking nacional de geração de empregos formais no primeiro trimestre de 2017, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.
Crescimento em Franca e região
De janeiro a março, a cidade registrou a criação de 4.685 vagas com carteira assinada, impulsionada principalmente pelo setor calçadista. Apesar do resultado expressivo, houve uma redução de 5% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Outras cidades que se destacaram na região de Ribeirão Preto foram Guaira e Sertãozinho.
Análise do desempenho econômico
Para o economista José Rita Moreira, a menor quantidade de contratações não significa necessariamente queda na produção. Ele destaca a influência da produtividade, que permite produzir mais com menos funcionários. Em Ribeirão Preto, o setor da construção civil apresentou crescimento de mais de 315%, com 212 novas vagas, enquanto o comércio teve saldo negativo, com quase 700 desempregados, embora menor que em 2016. Moreira aponta que a melhora em Ribeirão Preto se deve à postura dos governantes, que deixaram de atrapalhar a geração de empregos.
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Perspectivas futuras
A recuperação econômica, embora em curso, ainda está longe do ideal, segundo o economista. As perspectivas futuras dependem de fatores como as reformas em discussão e os desdobramentos de escândalos políticos. O desempenho econômico demonstra sinais positivos em alguns setores, mas a retomada plena do nível de empregos de anos anteriores ainda é um desafio.



