Vigilância sanitária diz que é possível reabrir complexo esportivo e garantir os protocolos sanitários contra a Covid-19
Franca, interior de São Paulo, enfrenta o dilema da reabertura do seu maior complexo esportivo, fechado desde março devido à pandemia de COVID-19. A decisão envolve a Secretaria de Esportes e a Vigilância Sanitária, que buscam um plano seguro para os cerca de 700 frequentadores diários.
Estudo para Retomada Segura
Após sete meses de interdição, a Prefeitura de Franca estuda a possibilidade de reabrir o complexo, que abriga o ginásio poliesportivo. O secretário de Esportes, Ilha Matias, afirma que a reabertura depende de um plano que garanta o controle de acesso e evite aglomerações, em conjunto com a Vigilância Sanitária. A região de Franca se encontra na fase amarela do Plano São Paulo há 40 dias, mas o decreto municipal não aborda especificamente a reabertura de polos esportivos.
Restrições e Possibilidades
O diretor da Vigilância Sanitária, Felipe Granzotti, considera a reabertura viável com restrições. Atividades de contato, como jogos de basquete e futebol, estão vetadas. Atividades individuais como caminhada, tênis e corrida são vistas como possíveis, desde que haja controle de fluxo e capacidade reduzida (40% ou uma pessoa a cada 3m²). O médico da Vigilância Epidemiológica, Mero Rosa Júnior, pondera que, considerando o baixo uso de máscaras e o descumprimento do distanciamento social na cidade, a reabertura ainda seria prematura.
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Aguardando o Momento Adequado
A decisão final sobre a reabertura do complexo esportivo em Franca ainda não foi tomada. A análise considera diversos fatores, incluindo o número de casos de COVID-19 na cidade (7.703 casos confirmados e 181 óbitos até a data da publicação) e a necessidade de garantir a segurança dos frequentadores. A prioridade é encontrar um equilíbrio entre a retomada das atividades esportivas e a prevenção da disseminação do vírus.


