Município, que já foi líder no ranking Trata Brasil, hoje ocupa a 9ª colocação; saiba como funciona o levantamento
Franca, que por anos liderou o ranking do Índice de Acesso à Água e Esgoto Sanitário do Trata Brasil, caiu da 5ª para a 9ª posição em 2023. Apesar de apresentar excelentes indicadores de acesso à água (100%) e coleta de esgoto (100%), a cidade enfrenta desafios na redução de perdas de água na distribuição.
Perdas de Água: O Calcanhar de Aquiles de Franca
O principal fator para a queda de Franca no ranking é a alta taxa de perdas de água na distribuição, atualmente em 28,79%. Para retornar à liderança, a cidade precisa reduzir esse índice para 25%, conforme metas estabelecidas pela Agência Nacional de Águas. Comparativamente, São José do Rio Preto já atingiu os indicadores desejados, demonstrando a viabilidade da meta.
Comparação com Ribeirão Preto e Desafios Nacionais
Ribeirão Preto, outra cidade da região, também enfrenta dificuldades na redução de perdas de água, com um índice de 47%, muito acima da média nacional de 40%. A necessidade de modernização dos sistemas de distribuição, com setorização, troca de tubulações antigas e instalação de medidores de pressão, é crucial para ambas as cidades. Em nível nacional, os piores indicadores estão concentrados na região Norte, com destaque para o baixo acesso à água em capitais como Macapá e Porto Velho.
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Investimentos e o Futuro do Saneamento
A divulgação do ranking do Trata Brasil estimula a competição entre municípios, impulsionando investimentos em saneamento. A melhoria dos indicadores de saneamento básico resulta em benefícios diretos à população, como melhor qualidade de vida e saúde. Em Franca, a recuperação da posição de destaque depende de investimentos em redução de perdas de água, enquanto Ribeirão Preto precisa de um esforço ainda maior, considerando a baixa média de investimentos nos últimos cinco anos (R$ 22 por habitante/ano), muito inferior à média nacional (R$ 82).



