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França libera visto de atleta para quem joga torneios de egames

Iniciativa deve impulsionar o intercâmbio de atletas entre países; ouça a coluna 'Good Game CBN' com Nicholas Bocchi
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Iniciativa deve impulsionar o intercâmbio de atletas entre países; ouça a coluna 'Good Game CBN' com Nicholas Bocchi

Iniciativa deve impulsionar o intercâmbio de atletas entre países; ouça a coluna ‘Good Game CBN’ com Nicholas Bocchi

O anúncio feito na França de que jogadores profissionais de esportes eletrônicos receberão visto de atleta representa um avanço significativo em comparação com a realidade brasileira. A França, com regulamentação desde 2017, demonstra um forte investimento no setor, impulsionado pelo próprio presidente Macron, que busca transformar o país em potência no cenário mundial.

Visão estratégica francesa para os e-sports

A França, que sediará as Olimpíadas em 2024, já prevê a inclusão de modalidades de esportes eletrônicos em eventos paralelos aos jogos. A realização do Major de Counter-Strike em Paris em maio de 2024 reforça esse posicionamento estratégico, mostrando um tratamento diferenciado e uma política de Estado voltada para o setor. O novo pacote de regras e regulamentações, incluindo o visto de atleta para jogadores profissionais, segue as recomendações do Parlamento Europeu, que em novembro de 2022, já apontava para a necessidade de regulamentação do status desses atletas.

Os e-sports e as Olimpíadas: uma relação em construção

A inclusão dos esportes eletrônicos nas Olimpíadas é um tema em discussão. O Comitê Olímpico Internacional busca atrair um público mais jovem, e os e-sports se apresentam como uma forte possibilidade. Embora existam debates sobre se os e-sports podem ser considerados esportes olímpicos, a necessidade do COI por um público mais jovem é inegável. O Comitê tem explorado a inclusão de modalidades temporárias, como skate e karatê, para atingir esse objetivo. A inclusão de esportes eletrônicos como modalidade de demonstração nos jogos asiáticos de 2018 (adiados para 2022 devido à pandemia de Covid-19) é um passo importante neste sentido. O presidente do COI, Thomas Bach, diferencia jogos que simulam esportes reais de outros, o que gera controvérsias. O sucesso dos jogos asiáticos de 2022 poderia significar um avanço nesse reconhecimento.

Perspectivas futuras

A França se destaca como um exemplo de país que investe em políticas públicas para o setor de esportes eletrônicos, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento da indústria e aos atletas. A experiência francesa, aliada às discussões em torno da inclusão dos e-sports nas Olimpíadas, aponta para um futuro promissor para o setor, com uma crescente integração ao cenário esportivo tradicional.

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