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Franca recebe colóquio sobre antirracismo com pesquisadores do Brasil e da América Latina

Evento reúne debates presenciais e online sobre antirracismo, interseccionalidade e democracia com participação de especialistas e ativistas
Franca
Divulgação

Franca recebe até esta sexta-feira (22) a sexta edição do Colóquio Raça e Interseccionalidade e o primeiro Seminário Internacional do INST Antirracismo. Com o tema “Discurso antirracismo, interseccionalidade e democracia”, o evento acontece em formato híbrido, com atividades presenciais no Sesc e na Unesp e transmissão pela internet.

A programação reúne pesquisadores, professores, estudantes e representantes de movimentos sociais para discutir questões relacionadas ao antirracismo e seus impactos na sociedade. Segundo a coordenadora do evento, a professora e pesquisadora Glenda Cristina Valin de Melo, a proposta é ampliar o debate sobre temas que seguem presentes no cotidiano da população. O encontro teve início em 2016, na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, e chega à sexta edição com participação de instituições de diferentes regiões do país.

Nesta edição, o evento é realizado em parceria com a Unesp, o Sesc e universidades federais brasileiras. Entre elas estão instituições do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Triângulo Mineiro. Além de participantes de diversos estados brasileiros, o colóquio reúne pesquisadores e pesquisadoras de países da América Latina, como México, Argentina, Colômbia e Uruguai. A programação também inclui ativistas do movimento negro, apresentações de trabalhos acadêmicos e atividades artísticas abertas ao público presencial e online.

Entre os convidados citados pela organização estão pesquisadores e personalidades que atuam no debate racial, além de representantes da produção artística regional. Segundo Glenda, o objetivo é reunir diferentes perspectivas e ampliar o alcance da discussão para públicos variados, desde estudantes e professores da educação básica até pesquisadores de áreas distintas, como educação e medicina. As atividades podem ser acompanhadas pela internet por meio das transmissões das palestras, apresentações e debates.

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Durante a entrevista, a coordenadora destacou que o enfrentamento ao racismo passa por diferentes espaços sociais e começa nas relações cotidianas. Segundo ela, o antirracismo também está relacionado à forma como a história da população negra é apresentada e reconhecida dentro dos ambientes educacionais. A professora afirmou ainda que discursos racistas são construídos socialmente ao longo do tempo e reforçados por diferentes contextos históricos, destacando a importância de ampliar o debate e promover ações educativas.

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