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Franca registra a 14ª morte por dengue somente neste ano

São mais de cinco mil diagnósticos da doença; chefe da Vigilância Sanitária, Homero Antônio Rosa, fala das ações de combate
mortes por dengue
São mais de cinco mil diagnósticos da doença; chefe da Vigilância Sanitária, Homero Antônio Rosa, fala das ações de combate

São mais de cinco mil diagnósticos da doença; chefe da Vigilância Sanitária, Homero Antônio Rosa, fala das ações de combate

Em Franca, a preocupação com a dengue continua alta. A Secretaria de Saúde da cidade confirmou 14 mortes pela doença em 2022, um recorde desde 2013. O número de casos também explodiu, ultrapassando 5 mil, cinco vezes mais que em 2021, quando foram registrados 224 casos e nenhuma morte.

Mortes e Casos Recentes

As últimas vítimas confirmadas foram três mulheres, com idades de 28, 66 e 73 anos, que faleceram em maio. Os exames comprovaram que as mortes foram causadas por complicações da dengue. A situação é alarmante para as autoridades de saúde, que não registravam óbitos pela doença há uma década.

Causas do Aumento de Casos

Conversamos com o chefe da vigilância sanitária de Franca, Dr. Omero Rosa Junior, para entender as causas do aumento de casos. Segundo ele, a pandemia de Covid-19 contribuiu para o relaxamento da população em relação à prevenção da dengue. Com poucos casos em 2020 e 2021, houve uma diminuição na preocupação com a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti. A dificuldade dos agentes de saúde em acessar as residências durante a pandemia também impactou o controle da doença. O Dr. Junior ressalta que a dengue é uma doença doméstica, e a principal forma de combate é a eliminação dos criadouros dentro das casas e quintais.

Medidas de Prevenção e o Futuro

A prefeitura realiza a nebulização (fumacê) em diversos bairros, mas a participação da população é fundamental. A eficácia do fumacê é limitada se as casas estiverem fechadas, pois o veneno não alcança os mosquitos em seu interior. A redução de casos é esperada para os próximos meses, com a chegada do inverno, mas a adaptação do mosquito Aedes aegypti a diferentes condições climáticas e ambientes torna difícil prever com precisão a evolução da situação. A vigilância continua atenta para a próxima temporada, buscando medidas para controlar a doença em 2023.

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