Franca registra primeiro caso de intoxicação por metanol na região
Um caso de intoxicação por metanol em Franca, envolvendo um homem que consumiu bebida destilada em dois estabelecimentos, acendeu um alerta nas autoridades e na população. A vítima, de 54 anos, precisou de atendimento médico após ingerir cachaça em um bar no bairro Santa Efigênia e em uma mercearia no bairro Jardim Redentor.
Detecção e Investigação Inicial
A análise de sangue do paciente revelou um nível de metanol de 2,07 miligramas por decilitro. Após o depoimento da vítima, a polícia e a vigilância sanitária realizaram uma operação conjunta nos dois estabelecimentos. Caio Carvalho, diretor do Departamento de Vigilância em Saúde de Franca, explicou que os hospitais notificaram a vigilância epidemiológica sobre o caso, o que permitiu uma rápida investigação e identificação dos locais de consumo.
Apreensões e Irregularidades
Durante a fiscalização, foram encontradas diversas irregularidades. No bar, que operava sem licença, foram apreendidas 24 garrafas PET de 2 litros, 6 garrafas de Corote e 2 garrafas de 1 litro de bebidas alcoólicas. A mercearia também não possuía licença e vendia produtos clandestinos, resultando na apreensão de 8 garrafas PET de 2 litros contendo cachaça de engenho e 23 garrafas de Corote. Ambos os estabelecimentos foram multados e embargados.
Leia também
Consequências Legais e Alerta à População
Um boletim de ocorrência foi registrado por crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. A polícia civil recolheu o material para análise pericial, e um inquérito foi instaurado para investigar crimes contra a saúde pública. Os proprietários dos estabelecimentos podem enfrentar uma pena de 4 a 8 anos de detenção, caso seja comprovada a presença de metanol nas bebidas apreendidas.
A população é alertada para desconfiar de bebidas alcoólicas mal acondicionadas, em garrafas PET, sem lacres ou rótulos que permitam rastrear sua origem e qualidade. A vigilância sanitária continua a apurar as questões de licenciamento e qualidade dos produtos, com o objetivo de proteger a saúde pública.



