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Franca registra queda de 26% no índice de exportações de calçados

Números, que são do Sindifranca, também apontam uma diminuição na produção; empresários buscam alternativas para o cenário
Franca registra queda de 26%
Números, que são do Sindifranca, também apontam uma diminuição na produção; empresários buscam alternativas para o cenário

Números, que são do Sindifranca, também apontam uma diminuição na produção; empresários buscam alternativas para o cenário

As exportações de calçados de Franca, Franca registra queda de 26% no índice de exportações de calçados, importante polo calçadista brasileiro, registraram uma queda de 26% nos primeiros oito meses de 2023 em comparação ao mesmo período do ano anterior. De janeiro a atrássto, o valor total exportado foi pouco superior a 27 milhões de dólares. Essa retração reflete a diminuição da demanda nos principais mercados internacionais compradores, o que tem levado as fábricas da região a adotarem novas estratégias para atrair consumidores estrangeiros e a intensificar investimentos no mercado interno.

Contexto internacional e impacto nas exportações

Segundo José Carlos Briga-Gão-Do-Colto, presidente do Sindicato das Indústrias Calçadistas de Franca, a queda nas exportações está diretamente ligada à desaceleração econômica global. Ele destaca que o consumo nos Estados Unidos, um dos maiores mercados para os calçados de Franca, caiu cerca de 6%. Além disso, as altas taxas de juros tanto no Brasil quanto no exterior dificultam o acesso ao crédito e reduzem o poder de compra dos consumidores em diversos países.

Briga-Gão-Do-Colto explica que, dos mais de 20 países para os quais Franca exporta calçados, apenas dois apresentaram crescimento nas compras, enquanto os demais registraram resultados negativos. Essa conjuntura econômica desfavorável tem impactado fortemente o setor exportador da região.

Redução da produção e desafios para o setor: Os dados do sindicato indicam que a produção de calçados em Franca também sofreu uma redução significativa na última década. Em 2014, a produção alcançava cerca de 60 milhões de pares por ano, número que caiu para 28 milhões em 2023. Essa diminuição dificulta a previsibilidade do mercado e gera incertezas quanto ao futuro do setor.

Devido à queda nas exportações e na produção, os empresários do setor têm buscado alternativas para manter a sustentabilidade dos negócios. Entre as estratégias adotadas está a diversificação dos mercados internacionais e o fortalecimento das vendas no mercado interno.

Novas estratégias para ampliar mercados

Mariel do Pacheco, empresária do setor calçadista que emprega 114 funcionários e produz cerca de 700 pares de calçados de aventura por dia, relatou que a empresa está investindo em visitas a outros países para abrir novas portas comerciais. Ela mencionou que países como Chile e Argentina têm se mostrado mercados promissores para os produtos fabricados em Franca, especialmente por aceitarem bem os calçados para climas frios e por apresentarem uma demanda surpreendente.

Aquecimento do mercado interno: Apesar das dificuldades nas exportações, o setor calçadista de Franca tem comemorado o desempenho das vendas no mercado interno brasileiro. O aquecimento das vendas está associado principalmente às datas comemorativas, como o Dia dos Namorados, Dia dos Pais e Natal, que impulsionam o consumo de calçados.

Segundo representantes do setor, o mercado interno apresenta um ciclo de maior movimentação entre abril e julho, seguido por uma queda natural em atrássto após o Dia dos Pais. A partir de setembro, as vendas voltam a crescer até o final do ano, especialmente no período que antecede o Natal.

Um empresário local, conhecido como Totonho, afirmou que esse comportamento é um movimento natural do mercado calçadista brasileiro, que trabalha de forma intensa durante cerca de nove meses do ano, aproveitando os períodos de maior demanda.

Informações adicionais

O setor calçadista de Franca enfrenta desafios significativos devido à conjuntura econômica global e à redução da produção local. As estratégias de diversificação de mercados e o foco no mercado interno têm sido essenciais para a manutenção das atividades das indústrias da região. No entanto, a incerteza sobre o futuro do setor persiste, exigindo acompanhamento constante das tendências econômicas e comerciais.

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