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Franca sengue sem receber doses da vacina contra a dengue enquanto casos da doença crescem na cidade

Unidades de saúde tem grande demanda, até o momento são 2350 casos confirmados e oito mortes; em Ribeirão sobram doses da vacina
Franca sengue sem receber doses
Unidades de saúde tem grande demanda, até o momento são 2350 casos confirmados e oito mortes; em Ribeirão sobram doses da vacina

Unidades de saúde tem grande demanda, até o momento são 2350 casos confirmados e oito mortes; em Ribeirão sobram doses da vacina

Enquanto em Ribeirão Preto há oferta excedente de vacinas contra a dengue por baixa procura, cidades da região vivem realidade oposta. Em Franca, por exemplo, não chegou nenhuma dose até o momento, embora as unidades de saúde estejam superlotadas com pacientes que apresentam sintomas compatíveis com a doença.

Situação em Franca

As unidades de saúde registram atendimento em massa de pessoas com febre alta, dores intensas no corpo e mal estar. A cidade já contabiliza oito óbitos e 2.350 casos confirmados. Só na terça‑feira mais de duas mil pessoas passaram por atendimento nas três unidades de saúde do município. No período da tarde a média chegou a cerca de 33 pacientes por hora, segundo profissionais da rede.

Muitos moradores relatam sintomas severos e defendem a vacinação. Um paciente descreveu ter passado muito mal e afirmou que a vacina seria preferível ao risco de adoecer novamente.

Distribuição e ampliação da faixa etária

A campanha de vacinação do Sistema Único de Saúde teve início em fevereiro em diversas cidades, com os primeiros lotes sendo distribuídos desde dezembro do ano passado. No entanto, Franca não constou na lista inicial de municípios beneficiados e segue sem doses. Em outras cidades da região, como Ribeirão Preto, a baixa adesão levou ao acúmulo de vacinas.

Para evitar perdas por vencimento, o Ministério da Saúde ampliou a faixa etária elegível para vacinação de 10 a 14 anos para o novo intervalo de 4 a 59 anos. O infectologista Homero Rosa afirmou que a restrição inicial ao público adolescente prejudicou o avanço da proteção e ressaltou que o controle da dengue exige ações multifatoriais, envolvendo tanto o serviço público quanto a sociedade.

Repercussão na rede privada e posicionamento do Ministério

Sem doses na rede pública em municípios como Franca, a oferta na rede particular também tem sido afetada. Clínicas privadas receberam quantidades iniciais reduzidas e, segundo profissionais do setor, há cerca de dois meses não há vacinas particulares disponíveis em várias localidades do país. O Ministério da Saúde priorizou a distribuição para a rede pública e informou que a definição das cidades que receberam as primeiras doses foi acordada com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, seguindo recomendações técnicas. Novos municípios devem ser atendidos conforme o laboratório libere mais lotes.

Com a ampliação da faixa etária e a promessa de novos envios, autoridades aguardam aumento da cobertura vacinal enquanto reforçam as ações de vigilância e prevenção para conter a transmissão.

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