Deste total cinco aguardam por UTIs e o restante por camas de enfermaria; região espera abrir mais 27 leitos
A variante Ômicron acendeu um sinal de alerta para a saúde pública em todo o país, com reflexos negativos sentidos desde dezembro e janeiro. Em São Paulo, a procura por atendimento médico aumentou significativamente, forçando as secretarias de saúde a adaptarem seus protocolos.
Impacto Regional: Ribeirão Preto e Franca
Em Ribeirão Preto, famílias enfrentaram novamente o drama da demora na transferência de pacientes para hospitais. Franca vivenciou situação semelhante, levando o prefeito Alexandre Ferreira a mobilizar esforços pela abertura de mais leitos. A alta ocupação de leitos em diversos estados (atingindo 95% a 98% em alguns casos) demonstra a gravidade da situação.
Ações Municipais e Necessidade de Apoio Estadual e Federal
O prefeito Alexandre Ferreira destaca a necessidade de colaboração entre município, estado e Ministério da Saúde para ampliar a capacidade de atendimento. Ele explica que a responsabilidade pela internação hospitalar de alta complexidade é do estado, enquanto os municípios são responsáveis pela atenção básica. Franca, como sede do DRS-8, atende pacientes de toda a região, aumentando a pressão sobre o sistema local. A cidade busca abrir 27 novos leitos (12 na Santa Casa e 10 leitos de UTI), mas enfrenta desafios como a aquisição de equipamentos e o alto custo envolvido.
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Situação Atual e Medidas de Enfrentamento
Atualmente, há 30 pacientes aguardando internação em hospitais de Franca, com alguns em UPAs aguardando transferência para UTI. Para evitar óbitos por falta de atendimento, a cidade montou unidades de terapia intensiva temporárias no Pronto Socorro, transferindo pacientes posteriormente para hospitais de maior porte. A alta demanda também impactou os profissionais de saúde, com mais de 100 afastamentos por conta de Covid-19 nos últimos 20 dias. A prefeitura busca contratar 35 novos servidores para reforçar a equipe. A testagem também enfrenta dificuldades, com falta de testes no mercado e atrasos nas entregas. A cidade pode precisar restringir os testes a casos mais graves caso a situação não melhore.
Apesar da gravidade da situação, o prefeito afirma que, por enquanto, não há necessidade de novas restrições no funcionamento de setores. A situação é monitorada diariamente, e novas medidas serão avaliadas conforme a evolução da pandemia.



