Cidade registrou 22 mortes na última quinzena de maio de pessoas que esperavam por internação; secretário pede conscientização
Em Franca, 22 pessoas morreram aguardando vagas em hospitais entre os dias 15 e 31 de maio, segundo dados da Secretaria de Saúde. A média foi de um óbito diário por pacientes com Covid-19 na fila de espera.
Mortes na fila de espera e lockdown em Franca
Até ontem, 55 pessoas aguardavam vagas em hospitais no sistema de regulação do Estado, sendo 42 para UTI. A cidade decretou lockdown até 10 de junho.
A situação do Pronto-Socorro Álvaro Azouz
O secretário de Saúde de Franca, Lucas de Souza, afirma que a situação é crítica, com pacientes chegando em estado grave ao Pronto-Socorro Álvaro Azouz, necessitando de internação imediata. Muitos já chegam necessitando de UTI, sem evoluir a gravidade no pronto-socorro, que está funcionando com capacidade máxima de lotação, inclusive com suporte ventilatório para até 8 pacientes intubados. A fiscalização do lockdown está intensificada para tentar reduzir a pressão sobre o sistema de saúde.
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Hospital de Caridade e próximos passos
Sobre o Hospital de Caridade, o secretário informou que há articulações para a retomada dos atendimentos contra a Covid-19. Uma reunião envolvendo diversas autoridades resultou no compromisso do hospital em apresentar em cinco dias uma proposta de estruturação. A parte jurídica da questão também está sendo analisada para verificar pendências e viabilizar o atendimento à população.
A situação em Franca demonstra a gravidade da pandemia e a necessidade de medidas urgentes para garantir o atendimento adequado à população. A alta demanda e a gravidade dos casos exigem uma resposta rápida e eficaz do sistema de saúde, além de esforços conjuntos de diferentes esferas de governo e da sociedade.



