Filé de peito caiu 11% em relação ao ano passado, já o contrafilé está 10,85% mais caro; gerente de supermercados explica
O mercado de proteínas apresenta um cenário variado para o consumidor brasileiro. Enquanto o preço do frango registra queda, com o filé de peito despencando 11%, a carne vermelha sofre reajustes consideráveis.
Frango em queda
Segundo Antônio 90, gerente comercial de um supermercado em Ribeirão Preto, o filé de frango e o peito têm apresentado queda de preços, enquanto a coxa se mantém estável. Essa redução é atribuída a uma produção robusta que supera a demanda interna e externa, permitindo preços mais baixos para o consumidor, mesmo com a economia brasileira em crescimento.
Carne vermelha: alta nos preços
Em contraponto, a carne vermelha mostra aumento de preços em diversos cortes. O contrafilé subiu 10%, o patinho 14%, e a paleta 16%. Apesar do coxão mole apresentar queda, o aumento significativo nas carnes de segunda, mais acessíveis, impacta o consumidor. A alta é justificada pela forte demanda externa e pela escassez de abate em escala, levando as pessoas a optarem pelo frango como alternativa mais econômica.
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Carnes de fim de ano
Para as festas de fim de ano, peru, chester e tender registraram aumentos médios entre 9% e 17%. O aumento é justificado pelos custos de produção, que dependem de ração de soja e milho, produtos com preços elevados no mercado. A carne de porco, por sua vez, se mantém como opção mais competitiva, com um aumento de apenas 3%, representando uma boa alternativa para o consumidor.
Para os próximos meses, a perspectiva é de estabilidade de preços, com poucas chances de quedas significativas. A situação dependerá da economia, dos custos de produção e da influência do mercado internacional, impactado por fatores como a guerra entre Rússia e Ucrânia. O frango, por enquanto, se destaca como opção mais acessível para o consumidor.



