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Fraude no sistema público de saúde indicia 22 em Sertãozinho

Grupo que fraudava horas de médicos há três anos; rombo é de aproximadamente R$ 2,5 milhões
Fraude sistema público saúde
Grupo que fraudava horas de médicos há três anos; rombo é de aproximadamente R$ 2,5 milhões

Grupo que fraudava horas de médicos há três anos; rombo é de aproximadamente R$ 2,5 milhões

A Polícia Civil de Sertãozinho encerrou o inquérito sobre um esquema de fraude na saúde pública do município, confirmando o desvio de R$ 2,5 milhões dos cofres públicos entre 2009 e 2012. O valor é R$ 1,5 milhão superior ao inicialmente estimado no início da investigação.

Detalhes do Indiciamento

De acordo com o delegado seccional Plausso Fernandes, 22 pessoas foram indiciadas, incluindo dois ex-secretários de saúde, 13 médicos, três coordenadoras da Secretaria de Saúde, uma ex-diretora de Unidade Básica de Saúde, um empresário, um funcionário da empresa prestadora de serviços à prefeitura e um parente de um funcionário público. O delegado afirmou que a maioria dos indiciados confessou envolvimento no esquema, fornecendo elementos cruciais para a confirmação dos crimes.

Como Funcionava o Esquema

O esquema consistia na adulteração do número de horas trabalhadas por médicos terceirizados, permitindo que a empresa contratada pela prefeitura recebesse valores superiores aos devidos. A diferença era então dividida entre os participantes do esquema. Segundo o delegado, horas extras eram lançadas em nome de alguns médicos, que recebiam os valores indevidos e os repassavam para outros envolvidos, que finalmente entregavam o dinheiro aos funcionários municipais. Para evitar suspeitas, os depósitos eram realizados mensalmente em pequenos valores.

Investigação e Próximos Passos

A Justiça autorizou a quebra de 13 sigilos bancários e quatro sigilos telefônicos, e a polícia realizou apreensões na Santa Casa, onde o esquema operava. A investigação rastreou o fluxo do dinheiro desviado, identificando contas de destino vinculadas aos envolvidos, incluindo funcionários públicos municipais. Estima-se que cerca de 10% do valor total do contrato pago à empresa era desviado. A Prefeitura de Sertãozinho também instaurou processos administrativos para investigar 11 servidores municipais suspeitos de envolvimento no esquema, que podem ser exonerados caso a fraude seja confirmada. O Conselho Regional de Medicina do Estado (Cremesp) acompanha as investigações e aguarda o parecer do Ministério Público para se pronunciar.

O caso segue atrásra para o Ministério Público, que, se considerar as provas suficientes, poderá oferecer denúncia e levar os indiciados a julgamento, sujeitos a penas de até 15 anos de reclusão.

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