Café, cana-de-açucar e hortaliças são culturas que mais são afetadas; ouça ‘CBN Agronegócio’, com José Carlos de Lima Junior
Impacto da estiagem prolongada na região de Ribeirão Preto
A região de Ribeirão Preto sofreu impactos significativos devido à estiagem prolongada, agravada por recentes geadas. Mesmo com chuvas recentes, os prejuízos na agricultura persistem, levando algumas cidades a decretarem estado de calamidade, como o caso de Santo Antônio da Alegria, que decretou estado de calamidade por 180 dias.
Prejuízos na agricultura e consequências para o consumidor
As baixas temperaturas e a falta de chuvas afetaram diversas culturas, incluindo café, cana-de-açúcar, milho e hortaliças. Grandes propriedades registraram perdas totais de safras, impactando diretamente o consumidor com o aumento de preços. A previsão de mais uma frente fria agrava a situação, comprometendo ainda mais a produção e elevando os custos. O contrato de café na Bolsa de Nova York, por exemplo, já registrou aumento de 6,6%.
Impacto a médio e longo prazo
A cana-de-açúcar, por exemplo, sofre um duplo impacto: a cana nova, mais suscetível à geada, e a cana pronta para a moagem, que terá seu teor de açúcar comprometido, reduzindo a produtividade e impactando tanto o açúcar quanto a produção de etanol. A recuperação da produção será lenta, considerando a intensidade da estiagem, e os efeitos serão sentidos em diversas cadeias produtivas, afetando o preço de alimentos como frutas, milho e até mesmo aves. A previsão é de que alguns impactos, como no setor cafeeiro, se prolonguem até 2022.
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O cenário atual demonstra a fragilidade do setor agrícola frente a eventos climáticos extremos. A combinação de estiagem prolongada e geadas causou perdas significativas, com reflexos diretos no preço dos alimentos e na economia regional. A recuperação exigirá tempo e investimentos, e a necessidade de políticas públicas para mitigar os efeitos dessas adversidades climáticas se torna cada vez mais evidente.