Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
O inverno chegou oficialmente, marcando o início da estação mais fria do ano. Para entender as previsões climáticas para os próximos meses, conversamos com Glauco Cortés, especialista em agrometeorologia.
Previsões para o Inverno 2015
Segundo Glauco Cortés, o inverno de 2015 deve seguir padrões normais, semelhantes aos observados no ano anterior, caracterizado por um período mais seco. A principal característica para a região é a redução significativa das chuvas.
Espera-se que os meses de junho (final), julho e atrássto apresentem precipitações totais mensais em torno de 20 a 40 milímetros, valores consideravelmente baixos se comparados ao verão. Quanto às temperaturas, a previsão indica que permanecerão dentro dos padrões da estação, sem extremos de calor ou frio intenso.
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Oscilações de Temperatura e Impacto na Agricultura
Uma característica marcante deste início de inverno é a oscilação de temperatura ao longo do dia, com variações significativas. Essa situação deve persistir, especialmente no começo da estação. A passagem de frentes frias, acompanhadas de massas de ar polar, pode derrubar a temperatura em mais de 10°C em um único dia.
Para a agricultura, o principal problema no inverno é a formação de geadas. Embora não seja possível garantir a ausência delas, a expectativa é que as temperaturas não atinjam valores tão baixos, minimizando o impacto negativo. A ausência de chuvas, comum no inverno, pode exigir irrigação para culturas como frutas, hortaliças e legumes.
Análise do Período Recente
O final do verão e o outono apresentaram oscilações climáticas significativas. Abril registrou precipitação abaixo da média, enquanto maio teve o dobro do esperado devido à entrada de uma frente fria intensa. Essas variações são consideradas anomalias climáticas normais em alguns anos.
Em resumo, o inverno de 2015 deve seguir um padrão de temperaturas amenas e baixa precipitação, com oscilações térmicas diárias. A atenção à irrigação será fundamental para a agricultura, e o monitoramento das temperaturas se faz necessário para mitigar possíveis impactos de geadas.



