Pneumologista deixa orientações para lidar com a mudança climática
Ribeirão Preto registra a menor temperatura do ano e casos de doenças respiratórias aumentam
Ar seco e poluição agravam problemas respiratórios
Com a chegada do frio intenso em Ribeirão Preto, a cidade registrou hoje a temperatura mais baixa do ano: 6 graus. Essa condição climática, aliada à poluição, tem contribuído para o aumento significativo de doenças respiratórias, de acordo com o pneumologista Luiz Renato Alves. O médico explica que o ar seco do inverno ribeirão-pretano, com baixa umidade, permite que microorganismos e partículas poluentes permaneçam suspensos por mais tempo no ar. Isso irrita as mucosas respiratórias, que perdem líquido e se tornam mais ressecadas.
Recomendações para prevenção
Para evitar o agravamento da situação, o Dr. Alves recomenda algumas medidas preventivas: aumentar a hidratação, lavar as narinas com soro fisiológico, umidificar o ambiente, proteger-se do frio com agasalhos e evitar locais com acúmulo de poeira ou poluição. Manter a casa limpa e arejada, além de lavar bem roupas de cama e banho, também são importantes.
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Diferenciando sintomas
O médico alerta para a semelhança entre os sintomas da gripe, pneumonia, alergias e Covid-19. Enquanto doenças infecciosas costumam vir acompanhadas de febre, dor no corpo e mal-estar, além de sintomas respiratórios, sintomas alérgicos e irritativos se manifestam com coriza, tosse seca e respiração dificultada. É importante ficar atento a esses detalhes para buscar o tratamento adequado.
A previsão é de que o frio persista até o fim de semana, com tempo aberto e umidade do ar em níveis críticos. Ontem, a umidade chegou a 30%, colocando a região em estado de atenção. Não há previsão de chuva para os próximos dias, apenas possibilidade de pancadas isoladas na semana seguinte.



