Ouça a coluna ‘CBN Saúde’, com Fernando Nobre
O tabagismo, uma dependência química e emocional complexa e evitável, continua sendo um tema relevante na saúde pública. A questão da segurança em relação ao consumo de cigarros persiste, motivada por dúvidas sobre níveis de consumo menos prejudiciais.
O Risco Cardiovascular do Tabagismo
Estudos demonstram consistentemente os malefícios do tabagismo para a saúde cardiovascular. Uma pesquisa realizada em São Paulo revelou que fumantes têm um risco quase seis vezes maior de sofrer um infarto em comparação com não fumantes. Para contextualizar, condições como diabetes, hipertensão e colesterol alto elevam esse risco em cerca de três vezes. Mesmo o consumo de apenas um ou dois cigarros por dia já representa um aumento de aproximadamente 40% no risco de infarto.
Consumo e Proporcionalidade do Risco
O risco de infarto aumenta de forma contínua e diretamente proporcional ao número de cigarros consumidos diariamente. A partir do consumo de seis a dez cigarros por dia, a cada cinco cigarros adicionais, o risco de infarto dobra. Ao atingir a marca de um maço por dia (vinte cigarros), a probabilidade de um infarto é quase 600% maior em comparação com não fumantes.
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Panorama Atual e Perspectivas Futuras
Apesar dos riscos amplamente conhecidos, uma parcela significativa da população brasileira ainda mantém o hábito de fumar. Aproximadamente 5% dos homens e 3% das mulheres consomem 20 ou mais cigarros por dia, e uma considerável porcentagem da população está exposta ao fumo passivo em casa e no trabalho. Felizmente, o número de tabagistas tem diminuído, especialmente entre os jovens. Além disso, estudos indicam que, após 15 anos da cessação do tabagismo, o risco associado ao vício se torna semelhante ao de pessoas que nunca fumaram.
Portanto, é crucial reforçar a mensagem de que nunca é cedo para começar a se preocupar com os riscos do tabagismo, e nunca é tarde para abandonar o vício.