Aeronave foi apreendida na operação ‘Conexão RP’, deflagrada na última terça-feira (23)
Funcionário de aeroclube desmente envolvimento de aeronave apreendida em operação antidrogas
Aeronave usada para voos de curta duração
Um funcionário do aeroclube de Dumont afirmou não acreditar na suspeita de que a aeronave apreendida pela Polícia Federal na Operação Conexão Ribeirão Preto tenha sido usada para transportar drogas da Bolívia para o Brasil. Segundo o funcionário, que preferiu não se identificar, os proprietários, um pai e um filho presos por suspeita de tráfico internacional de drogas, utilizavam o ultraleve para voos de curta duração. O funcionário relatou que os suspeitos pagavam R$ 700 mensais pelo hangar da aeronave, que tem capacidade para dois passageiros e até 30 quilos de bagagem, com autonomia de quatro horas de voo.
Prisões e Investigações
Pai e filho, sempre presentes juntos no aeroclube e sem levantar suspeitas, foram presos juntamente com um terceiro indivíduo apontado como laranja. As investigações da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do Gaeco de Campinas tiveram início em 14 de outubro de 2016, após a apreensão de 320 quilos de pasta base de cocaína em Campinas. O delegado Edson Souza explicou que as investigações identificaram o envolvimento do empresário de 46 anos, seu filho (piloto), e o laranja no esquema. A Polícia Federal acompanhou o movimento migratório dos envolvidos, observando constantes viagens à Bolívia, indicando a prática do tráfico internacional de drogas desde 2016.
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Suspeitas da Polícia Federal
O chefe da Polícia Federal em Ribeirão Preto, Dr. Edson Souza, informou que o trio utilizava pelo menos duas aeronaves com capacidade para transportar até 500 quilos de cocaína por viagem, prática que, segundo a polícia, ocorre há pelo menos dois anos. Pai e filho, responsáveis pela negociação e logística da droga, viajavam à Bolívia para negociar e transportar a cocaína para a região de Ribeirão Preto. O trio foi preso temporariamente por 30 dias e responderá pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
Apesar das suspeitas da Polícia Federal, o depoimento do funcionário do aeroclube levanta questionamentos sobre o uso da aeronave apreendida, reforçando a complexidade das investigações em curso.



