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Funcionários da Protege fazem protesto após morte de colega de trabalho

Cerca de 100 pessoas ficaram lado de fora da empresa, em Ribeirão Preto, e reivindicaram melhorias
Protesto após morte
Cerca de 100 pessoas ficaram lado de fora da empresa, em Ribeirão Preto, e reivindicaram melhorias

Cerca de 100 pessoas ficaram lado de fora da empresa, em Ribeirão Preto, e reivindicaram melhorias

Funcionários da empresa de transporte de valores Protege realizaram um protesto em frente à sede do grupo em Ribeirão Preto, reivindicando melhorias nas condições de trabalho e segurança.

Reivindicações por Mais Segurança e Apuração Interna

O principal foco do protesto é a demanda por mais segurança, que inclui melhoria no armamento disponibilizado aos funcionários e a implementação de um programa de apoio psicológico. Além disso, os trabalhadores exigem uma apuração interna rigorosa para investigar possíveis vazamentos de informações privilegiadas sobre o transporte e a vigilância de valores, que poderiam estar facilitando a ação de criminosos.

Impacto Emocional e a Busca por Condições de Trabalho Adequadas

Luiz Omar de Gula Jr., funcionário da empresa há 10 anos, expressou o impacto emocional da recente perda de um colega de trabalho, falecido em serviço. Ele, juntamente com outros 20 funcionários, não se sentiram aptos a trabalhar, evidenciando o abalo psicológico causado pela violência. A sensação de insegurança é generalizada, com muitos trabalhadores temendo colocar suas vidas em risco.

Negociações e Exigências da Categoria

Durante o protesto, a gerência regional da Protege convidou os funcionários para uma reunião, buscando um entendimento e a retomada das atividades. Matheus Carneiro Alves, advogado do sindicato que representa a categoria, participou do encontro e ouviu as demandas dos trabalhadores. As principais exigências incluem uma investigação social mais rigorosa dos novos funcionários, visando evitar o vazamento de informações, e o fornecimento de armamento com maior potencial ofensivo. Adicionalmente, os funcionários solicitam apoio psicológico contínuo, dada a natureza de alto risco da profissão, e a implementação de escolta armada para os carros-fortes que transportam grandes quantias.

O movimento ocorre após a morte de um funcionário da Protege durante um assalto a um carro-forte na rodovia entre Cajuru e Mococa, onde criminosos fortemente armados roubaram um milhão de reais. A polícia informou que o crime foi cometido por 12 bandidos em três carros. No mesmo dia, houve também a libertação de 37 presos durante o transporte de detentos de Casa Branca para Serra Azul, com 30 deles já recapturados.

A situação demonstra a crescente preocupação dos profissionais de segurança com a própria integridade e a necessidade de medidas efetivas para garantir a segurança no transporte de valores.

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