Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli
Funcionários da USP Ribeirão Preto, próximos de completar 80 dias de greve, intensificam a pressão e se unem a outros campi em São Paulo. Uma manifestação está agendada em frente ao Palácio dos Bandeirantes, com o objetivo de sensibilizar o governo estadual sobre a situação.
A Busca por Sensibilização do Governo Estadual
Luiz Ribeiro, diretor do sindicato, enfatizou a importância de levar a questão diretamente ao governo do estado. Segundo ele, delegações das três universidades em greve – USP, Unicamp e Unesp – se reunirão em frente ao Palácio dos Bandeirantes. A esperança é que, caso não haja sucesso em sensibilizar a reitoria da USP, o governo estadual possa intervir e abrir espaço para negociações. Caso contrário, o comando grevista planeja manter as atividades em todos os campi.
Ocupação e Reivindicações em Ribeirão Preto
Em Ribeirão Preto, a greve continua com reuniões e planejamento de novas ações. Recentemente, manifestantes ocuparam a prefeitura do campus em protesto contra o cancelamento de uma reunião com o reitor. Danilo, um dos funcionários, explicou que o cancelamento da reunião, que visava discutir questões como o corte de salários e benefícios, motivou a ocupação. Há receios de medidas mais severas, como demissões, o que intensifica a urgência de um diálogo.
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Adesão Docente e Impacto Acadêmico
A greve não se restringe aos funcionários administrativos; docentes também aderiram ao movimento. Em alguns cursos, o primeiro bimestre não foi concluído, e há relatos de aulas paralisadas na área da medicina e atrasos no lançamento de notas em cursos de exatas, como química. A paralisação afeta diversas áreas da universidade.
O corpo administrativo da USP Ribeirão Preto tem uma reunião agendada e prometeu se pronunciar sobre o cancelamento da reunião com o reitor.



