Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marco Guarizzo
Após 115 dias de paralisação, a greve na Universidade de São Paulo (USP) pode estar próxima do fim. Uma reunião realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) apresentou propostas que visam o retorno dos funcionários às suas atividades.
O Acordo Proposto
A reunião no TRT foi descrita como tensa, com a administração da USP demonstrando resistência em ceder. No entanto, a intervenção do desembargador Davi Furtado Meirelles possibilitou um acordo considerado razoável pelo sindicato dos trabalhadores. É importante ressaltar que o acordo se limita à reposição da inflação, sem ganhos salariais. Apesar disso, representa um avanço em relação à proposta inicial de 0%.
Garantias e Compensações
Além da reposição da inflação, a Justiça determinou que a USP devolva os salários cortados dos grevistas e pague o vale-alimentação. A universidade também está proibida de tomar medidas punitivas contra os participantes da greve. Para compensar os dias parados, será implementada uma reposição de trabalho de até uma hora por dia, até o dia 12 de dezembro, nos setores onde for necessário. O sindicato enfatiza o compromisso dos trabalhadores em garantir a qualidade da universidade.
Leia também
Assembleias e Perspectivas
Assembleias serão realizadas em Ribeirão Preto e São Paulo para que a categoria vote a proposta. A direção do sindicato defenderá a aprovação do acordo. A expectativa é que, com a aprovação, o trabalho seja retomado normalmente na segunda-feira. Durante a greve, alguns serviços da USP já haviam retomado parcialmente suas atividades. A normalização completa, incluindo o funcionamento do restaurante universitário, dependerá de providências a serem tomadas pela administração.
Apesar do longo período de paralisação e dos prejuízos à imagem da universidade, o sindicato ressalta que sempre esteve aberto à negociação, buscando alternativas à intransigência da reitoria.



