Duas secretárias da escola Creso Antônio Felleti, em São Joaquim da Barra, morreram por complicações da doença
São Joaquim da Barra enfrenta um surto de Covid-19, com denúncias de professores sobre a situação crítica nas escolas da cidade. A morte de duas funcionárias da Escola Creso Antônio Filete, a mais recente Ana Carla de Almeida (31 anos), expôs a fragilidade do sistema de saúde local e gerou insegurança entre os profissionais da educação.
Medidas adotadas após os óbitos
Após a interdição da Escola Creso Antônio Filete em 3 de junho, um cronograma de ações foi estabelecido: limpeza e desinfecção (dias 16 e 17 de junho), testes para professores e funcionários (dia 18), entrega de kits de alimentação (dia 21) e retorno híbrido das aulas (dia 22). Apesar dessas medidas, professores relatam receio quanto à segurança do retorno presencial, considerando a alta transmissibilidade do vírus entre crianças e familiares.
Investigação e ações do Ministério Público
O Ministério Público, em conjunto com a Prefeitura, Secretaria da Saúde, Secretaria da Educação e Vigilância Sanitária, realiza investigações e acompanha as medidas de enfrentamento à pandemia. Relatórios de inspeção escolar serão enviados ao Ministério Público até o dia 18 de junho, seguindo-se nova reunião entre as secretarias da Saúde e Educação. Um decreto municipal, em vigor até 20 de junho, estabelece medidas restritivas, como o horário de funcionamento de comércios e a proibição de vendedores ambulantes em praças. A Prefeitura afirma estar tomando diversas medidas, incluindo reforço no Hospital de Campanha e testes para funcionários públicos, contestando relatos sobre falta de testes e de álcool 70% em algumas unidades escolares.
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Situação atual e perspectivas
São Joaquim da Barra apresenta 5.512 casos positivos de Covid-19, 657 pessoas em isolamento, 128 óbitos e 401 casos suspeitos. A situação na Santa Casa, com leitos de UTI indisponíveis há mais de 30 dias, permanece crítica. Apesar das ações da Prefeitura, a preocupação com a saúde dos profissionais da educação e a segurança do retorno às aulas presenciais persistem, demandando atenção contínua e monitoramento das medidas implementadas. O acompanhamento do Ministério Público é crucial para garantir a eficácia das ações e a proteção da população.



