CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Funcionários demitidos pela Voepass afirmam que não receberam valores de acerto

Empresa anunciou demissões em abril e prometeu vencimentos de março; companhia diz que acertos estão no plano de recuperação
demissão Voepass
Empresa anunciou demissões em abril e prometeu vencimentos de março; companhia diz que acertos estão no plano de recuperação

Empresa anunciou demissões em abril e prometeu vencimentos de março; companhia diz que acertos estão no plano de recuperação

Funcionários demitidos da Voipass, antiga quarta maior companhia aérea do Brasil, enfrentam dificuldades financeiras após não receberem verbas rescisórias e salários atrasados. Os desligamentos ocorreram há duas semanas, deixando ex-colaboradores em situação delicada.

Situação dos ex-funcionários

Bianca Alves de Oliveira, executora de escalas de voos, relata a falta de informações sobre o acerto de contas. “A gente ficou na esperança de receber ao menos o salário do mês trabalhado, isso não foi honrado”, desabafa. A situação se repete para outros funcionários, como Natália, editora de qualidade, que se preocupa em pagar contas básicas sem receber o salário. Edivandro Brito da Silva Filho, com 28 anos de experiência na aviação, lamenta a situação, afirmando que nunca havia passado por algo semelhante.

A crise da Voipass

A Voipass, com sede em Ribeirão Preto, teve suas operações suspensas pela ANAC em março, após acidente em Vinhedo que vitimou 62 pessoas. A empresa, que havia pedido recuperação judicial, alegando dívidas superiores a R$ 210 milhões (incluindo R$ 43 milhões em dívidas trabalhistas), justifica as demissões pelos impactos financeiros do acidente e da suspensão.

Recuperação Judicial e o futuro dos funcionários

O consultor de reestruturação financeira, Fábio Guedes, explica que a Voipass tem 60 dias para apresentar um plano de recuperação judicial, que prevê o pagamento de todos os credores. Se aprovado, os trabalhadores têm preferência no recebimento, devido à natureza alimentar dos créditos. A empresa afirma que o pedido de recuperação judicial inclui o pagamento de salários, benefícios do último mês e rescisões trabalhistas, além de regularizar o pagamento do FGTS, que sempre foi feito de forma parcelada. Caso a recuperação judicial não seja aprovada, a empresa irá à falência, e os recursos disponíveis serão utilizados para liquidar as dívidas.

Compartilhe

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.