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Funcionários denunciam falta de equipamentos na UPA de Araraquara

Problema já dura pelo menos três meses, segundo depoimentos prestados ao Ministério Público
falta equipamentos UPA
Problema já dura pelo menos três meses, segundo depoimentos prestados ao Ministério Público

Problema já dura pelo menos três meses, segundo depoimentos prestados ao Ministério Público

Falta de Equipamentos na UPA de Araraquara

Funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araraquara denunciaram a falta de equipamentos essenciais para o trabalho, como luvas, máscaras e outros itens descartáveis. O problema, segundo o Sindicato dos Servidores Municipais (Cismar), perdurou por três meses (junho, julho e agosto de 2023), sem que a prefeitura ou a Secretaria de Saúde tomassem providências.

Ação Judicial e Denúncias

O Cismar encaminhou a denúncia ao Ministério do Trabalho, que instaurou uma ação civil pública. A ação exige que a prefeitura pague uma multa de R$ 5 mil por mês de trabalho sem proteção a cada servidor afetado. Isso poderia resultar em um pagamento de até R$ 2.670.000,00, considerando os 178 trabalhadores da UPA. A denúncia incluiu a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) como máscaras cirúrgicas, essenciais para o atendimento de pacientes com suspeitas de tuberculose e outras doenças respiratórias, incluindo H1N1.

Falta de Respostas e Divergências

O procurador do Trabalho, Rafael Gomes, criticou a falta de ação da prefeitura, afirmando que a situação era insustentável. Ele destacou a fragilidade da defesa da Secretaria de Saúde, que atribuiu o problema à burocracia. Gomes argumentou que, mesmo com dificuldades em licitações, o estoque deveria garantir o atendimento emergencial. O sindicato, além da falta de EPIs, também apontou a falta de medicamentos, produtos de limpeza e outros materiais básicos. A prefeitura, por sua vez, negou ter culpado a burocracia, alegando cumprimento da lei federal de licitações de 1993.

A falta de equipamentos básicos de proteção individual e outros materiais essenciais na UPA de Araraquara expôs os servidores a riscos e gerou uma ação judicial com potencial para altos custos para a prefeitura. A divergência entre as versões da prefeitura e do Ministério do Trabalho sobre as causas do problema permanece.

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