Trabalhadores dizem que ficaram sem receber de outubro a janeiro; hotel que hospedou funcionários também não recebeu
Funcionários contratados para a construção de uma estação de tratamento de esgoto em Jardinópolis, São Paulo, cruzaram os braços em protesto contra o não pagamento de salários atrasados. Os valores, referentes aos meses de outubro a dezembro de 2014, somam cerca de R$ 30 mil por profissional, impactando diversos prestadores de serviço.
Reivindicações e Impacto
Emerson Pauloço, morador de Cravinhos e um dos trabalhadores afetados, relatou que a empresa contratada pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE) não efetuou os pagamentos, alegando sucessivos adiamentos. Segundo ele, a obra parou em dezembro com a promessa de regularização em janeiro, o que não ocorreu. Mário Salata, proprietário de um hotel em Jardinópolis que hospedou engenheiros durante a obra, também cobra a empresa, juntamente com o próprio DAEE.
Acusações e Justificativas
As reclamações são generalizadas, com alegações de que a empresa deve cerca de R$ 1 milhão em diversas cidades do estado. Claudinei Andrade, dono de uma empresa parceira, minimizou o problema, atribuindo a falta de repasse de verbas ao DAEE. Ele admitiu ter um acordo pendente de R$ 868 mil com a empresa, mas demonstrou confiança no pagamento futuro. O DAEE, por sua vez, informou que o repasse foi feito na terça-feira anterior e que um diretor da empresa estaria em Jardinópolis para quitar as dívidas.
Posicionamento do DAEE
O engenheiro Adolfo Monteiro Morais, do DAEE, esclareceu que o departamento é responsável pela fiscalização e exige a apresentação de documentos como FGTS para a liberação de pagamentos. Ele garantiu que uma reunião seria agendada para agilizar a retomada do processo. A produção jornalística tentou contato com a empresa responsável, sediada na Bahia, mas não obteve retorno.
A obra, que já sofreu paralisações, tinha previsão de término em abril de 2016, prazo que dificilmente será cumprido devido aos problemas de pagamento e interrupções. A situação se repete em São José do Rio Preto, onde profissionais enfrentam o mesmo problema. O caso segue sendo acompanhado para atualização das informações.



