Servidores dizem que regras de contenção de gastos da Prefeitura comprometerão atendimentos à população
Cerca de 450 funcionários do Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp) cruzaram os braços na manhã desta quinta-feira (25). O protesto ocorreu no pátio da unidade localizada na Rua Pernambuco, Campos Elíseos. A categoria, já insatisfeita com a redução de horas extras e plantões, se revoltou com a determinação da diretoria de que, a partir de 1º de fevereiro, todos os funcionários sem acesso ao sistema de ponto eletrônico deveriam retornar à unidade para registrar a entrada e saída, inclusive para o horário de almoço.
Impacto no Atendimento à População
Para o presidente do sindicato dos servidores, Laerte Carlos Augusto, as medidas são inviáveis e prejudicarão o atendimento à população. Ele exemplifica: uma equipe que precisa sair do Jardim Independência para bater o ponto às 11h, interromperá o serviço na região, gerando transtornos. ‘Precisa conhecer como funciona o Daerp’, afirma.
Temores de Terceirização
Os servidores entendem a necessidade de contenção de gastos, mas temem a terceirização dos serviços. Um funcionário relata que, apesar do aumento de 16% no valor da água, o serviço vem sendo reduzido, com cortes de 50% nos plantões. A preocupação é que essa situação torne o Daerp inviável, abrindo caminho para privatização ou terceirização.
Leia também
Falta de Acordo e Nota da Prefeitura
Uma reunião entre servidores e o superintendente do Daerp, Afonso Reis, terminou sem acordo. A prefeitura, em nota, afirma estar aberta ao diálogo e justifica a obrigatoriedade do ponto pela portaria 01/2017. Afirma também que as horas extras e plantões não foram suspensas, apenas readequadas. Entretanto, um comunicado interno obtido pela CBN Ribeirão, assinado pelo diretor administrativo Marco Antônio Tiberio, determina que as saídas para as refeições ‘sem exceção’ não devem ser respeitadas. Essa contradição gera insegurança, principalmente sobre o atendimento emergencial. O especialista em gestão pública Sebastião Cruz destaca que cortes de gastos não podem afetar a qualidade dos serviços essenciais. Os servidores não descartam novas paralisações.
A reportagem acompanha o caso e aguarda posicionamento oficial da prefeitura sobre as divergências entre a nota oficial e o comunicado interno aos funcionários.



