Presidente de sindicato, Fábio Cândido da Silva falou à CBN Ribeirão
Trabalhadores do setor calçadista de Franca rejeitaram a proposta de reajuste salarial de 6,67% em assembleia realizada ontem, decretando estado de greve. A decisão sinaliza um alerta aos empregadores, indicando a possibilidade de paralisação caso as reivindicações da categoria não sejam atendidas.
As Reivindicações dos Trabalhadores
Fábio Cândido da Silva, presidente do sindicato dos sapateiros, detalhou as exigências da categoria, que vão além do reajuste de 15%. Entre as pautas, destacam-se a busca por um piso salarial de R$ 960, um tíquete alimentação de 150 horas e um abono escolar. Segundo o presidente, a percepção é de que o setor empresarial não demonstra preocupação com a situação dos trabalhadores.
Cenário Econômico Favorável
O sindicato argumenta que o setor calçadista tem vivenciado um período próspero, com o Cede Franca registrando vendas na ordem de R$ 100 milhões. Diante desse cenário, os trabalhadores consideram justa a demanda por melhores condições de remuneração e benefícios.
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Próximos Passos e Possibilidade de Greve
Após a rejeição da proposta inicial, que previa um reajuste de 6,77% e um piso salarial de R$ 870, o sindicato notificará os empregadores, conforme previsto na legislação, aguardando uma nova proposta. Caso não haja acordo, uma nova assembleia será convocada para deliberar sobre a deflagração da greve, que poderá ocorrer após o dia 10. O sindicato representa cerca de 30.700 trabalhadores, um número comparável aos anos de maior atividade do setor.
O presidente do sindicato das indústrias de Franca, José Carlos Brigagão, informou que não irá se pronunciar no momento, pois as negociações estão em andamento. Ele participará de uma reunião no Ministério Público do Trabalho para discutir as reivindicações dos trabalhadores.
Diante do impasse, a categoria aguarda o desenrolar das negociações, na expectativa de que um acordo justo seja alcançado.



