Categoria é contra a nova gestão o risco de demissões; greve nacional pode seguir até terça
Trabalhadores dos Correios iniciam greve nacional nesta quarta-feira (data), reivindicando melhores condições de trabalho e se posicionando contra a privatização da empresa.
Motivos da Greve
A paralisação, que tem previsão de durar até terça-feira da semana seguinte (data), é motivada por uma série de problemas, segundo o sindicato. Entre eles estão a falta de equipamentos (motos e bicicletas), de segurança no trabalho e até mesmo de água potável para os funcionários. A suspensão das férias, o possível reajuste no plano de saúde e a precariedade das condições de trabalho também são pontos cruciais da reivindicação.
Privatização e Gestão
Os trabalhadores temem que a privatização, impulsionada pela atual gestão, leve a demissões em massa e à piora dos serviços prestados à população, com consequente aumento das tarifas. A diretora do sindicato afirma que diversas reuniões com a empresa não obtiveram resultados, e que o governo retirou mais de R$ 6 bilhões dos cofres dos Correios nos últimos anos, um valor quase R$ 4 bilhões acima do permitido legalmente. Essa má gestão, segundo ela, é a principal responsável pela situação atual.
Impactos e Previsões
A greve deve afetar o envio e recebimento de mercadorias em todo o país. Em Ribeirão Preto, a manifestação ocorrerá no calçadão. Os Correios, por sua vez, afirmam que 12 agências em todo o estado serão fechadas para remodelação, alegando tensão de despesas. A empresa tem adotado medidas como planos de demissão voluntária e cortes de horas extras nos últimos três anos, sem previsão de novos concursos públicos.
A expectativa é que a greve pressione por negociações que levem a uma solução que atenda às demandas dos trabalhadores, garantindo melhores condições de trabalho e evitando os temidos impactos da privatização.



