Empresa nega e diz estar realizando estudos para otimizar a rede de atendimentos
Funcionários dos Correios em Ribeirão Preto manifestam preocupação com o possível fechamento de agências e a crescente discussão sobre a privatização da empresa. Acompanhamos de perto a movimentação e os relatos dos trabalhadores, que enfrentam um cenário de incertezas.
Rumores de Privatização e Sucateamento
Os rumores de privatização, somados à crise que assola os Correios em nível nacional, têm gerado grande apreensão. A falta de segurança em algumas áreas para a entrega de correspondências e as informações, ainda não confirmadas, sobre o fechamento de agências em Ribeirão Preto e outras cidades da região, intensificam o clima de insegurança. Fernanda Romano, diretora do sindicato dos trabalhadores dos Correios, confirma que a discussão sobre a privatização é uma realidade e que os profissionais enfrentam inúmeros problemas.
Segundo a diretora, os Correios têm sofrido um sucateamento gradual, com a falta de funcionários causando atrasos nas entregas e prejuízos para a população e para os trabalhadores. Ela acredita que esse cenário é uma preparação para a privatização.
Impactos da Privatização nos Trabalhadores
O advogado Carlos Augusto Manela Ribeiro alerta para os possíveis prejuízos da privatização, especialmente para os trabalhadores. Ele destaca que muitos funcionários dedicaram 20, 30, ou até 40 anos de suas vidas aos Correios, contribuindo para a consolidação da empresa. A privatização poderia resultar na perda de direitos, como a estabilidade, o que seria um grande prejuízo, considerando que esses cargos foram conquistados por meio de concurso público.
O advogado também ressalta que a crise enfrentada pelos Correios pode levar à retirada de direitos trabalhistas e prejudicar a população em geral.
Mobilização e Perspectivas Futuras
A mobilização dos trabalhadores, que se estende por todo o país, tem como objetivo levantar a discussão sobre o futuro dos Correios. A empresa alega que meios jurídicos serão acionados em segredo. Apesar da crise, os Correios ainda são considerados eficientes, e a privatização não garante a manutenção dessa qualidade no serviço público.
A diretora do sindicato enfatiza a importância do diálogo entre governo, Correios, sindicatos e trabalhadores para encontrar a melhor solução para todos, garantindo a continuidade de um serviço eficiente para a população. Em relação ao possível fechamento de agências e à insegurança dos profissionais, os Correios informaram, por meio de nota, que estão apurando as informações e que uma resposta oficial será enviada assim que o levantamento for concluído.
Diante do exposto, o futuro dos Correios permanece incerto, com a necessidade de um debate amplo e transparente para garantir a qualidade dos serviços e os direitos dos trabalhadores.



