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Funcionários são afastados da Santa Casa de Patrocínio Paulista por fraude em plantões médicos

Médicos recebiam pagamentos mesmo sem trabalhar através de escalas falsas que não ocorriam; caso é investigado
Funcionários são afastados da Santa Casa
Médicos recebiam pagamentos mesmo sem trabalhar através de escalas falsas que não ocorriam; caso é investigado

Médicos recebiam pagamentos mesmo sem trabalhar através de escalas falsas que não ocorriam; caso é investigado

Cinco funcionários da Santa Casa de Patrocínio Paulista foram afastados após investigação do Ministério Público revelar um esquema de fraude nas escalas de plantões médicos entre janeiro de 2021 e junho de 2023. Três médicas teriam recebido pagamentos sem efetivamente trabalharem, Funcionários são afastados da Santa Casa, conforme apurado.

Funcionários envolvidos e funções: Roberta Gilberto de Nins, coordenadora das áreas Médica, Administrativa e Financeira da Santa Casa, é apontada como chefe da organização criminosa. Quais de Alencar Correia, provedor do hospital, atuava sob orientação de Roberta. As médicas Regina Helena de Freitas Lopes e Luisa Paul Belmarques também integravam o esquema. Alisson Bruzão de Assis era responsável operacional e financeiro, autorizando os pagamentos fraudulentos.

Modo de operação do esquema: Segundo o Ministério Público, as escalas de plantão eram falsas, indicando presenças que não ocorreram, pois os médicos trabalhavam em outras cidades simultaneamente. Por exemplo, Roberta Diniz constava em 25 dias consecutivos de plantão em Patrocínio Paulista, mas atuava presencialmente em Franca e Capetinha (Minas Gerais). O prejuízo estimado para a saúde local ultrapassa R$ 574 mil.

Investigação e consequências: As investigações começaram em 2023 após denúncia da própria Santa Casa contra um ex-tesoureiro por irregularidades em pagamentos com recursos de emendas parlamentares. Durante o inquérito, surgiram suspeitas adicionais, como ausência de médicos especialistas e falhas nos atendimentos de urgência e emergência. A prefeitura decretou intervenção na Santa Casa e afastou cinco suspeitos.

Outras irregularidades e condenações: Além da fraude, Roberta, Quais e uma enfermeira foram condenados a cinco anos e dez meses de prisão pelo uso de medicamentos e insumos vencidos e pela utilização de álcool combustível na limpeza do hospital, prática que poderia causar risco grave aos pacientes. O advogado criminalista Márcio Cunha afirmou que o caso pode configurar crime contra a saúde pública, destacando a importância da fiscalização por órgãos públicos e câmaras municipais.

Informações adicionais

A defesa de Roberta Gilberto de Nins informou que ainda não teve acesso ao processo e não se manifestará. Não foram divulgadas as defesas de Quais de Alencar Correia e Regina Helena de Freitas Lopes, e não foi possível localizar as defesas de Luisa Paul Belmarques e Alisson Bruzão de Assis. A prefeitura de Patrocínio Paulista informou que a intervenção na Santa Casa seguirá até 2026, quando será formada uma nova direção. O comitê interventor declarou que tem adotado medidas para reestruturar a unidade, reorganizando as finanças e negociando dívidas da gestão anterior.

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