Trabalhadores da Superintendência de Controle de Endemias pedem mais funcionários e renovação de contratos
Funcionários temporários da saúde em Ribeirão Preto entraram em greve nesta manhã reivindicando a renovação de seus contratos e a contratação de mais profissionais. Os contratos vencem em janeiro e há temor de que as vagas sejam extintas, deixando a cidade vulnerável a doenças como dengue, chikungunya, zika e febre amarela.
Preocupação com epidemias
A greve ocorre após Ribeirão Preto ter enfrentado em 2023 a pior epidemia de dengue de sua história, com sete mortes e 35 mil casos confirmados até novembro. Com o avanço da febre amarela, com dois casos registrados no ano passado, a preocupação com a prevenção se intensifica. A cidade conta com cerca de 60 profissionais temporários para combater esses problemas, número considerado insuficiente pelos trabalhadores.
Impasse entre Estado e trabalhadores
Segundo Edson Carlos Fidelino, diretor regional do Sint Saúde, até o momento não houve sinalização do Estado para a contratação de novos funcionários. A Secretaria da Saúde do Estado informou que há um processo em andamento para a reposição, mas que a renovação dos contratos temporários é impedida por lei. O Estado também afirma que o combate ao mosquito Aedes aegypti é responsabilidade das prefeituras.
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Paralisação e próximos passos
A princípio, a paralisação afeta apenas os funcionários temporários. No entanto, Edson Carlos Fidelino não descarta a adesão dos funcionários efetivos caso não haja avanço nas negociações. A situação deixa a população em alerta, principalmente considerando a gravidade das epidemias enfrentadas recentemente e a importância da prevenção para evitar novos surtos.



