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Fundação Hemocentro obtém patente que é concedida pelo governo dos Estados Unidos

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Fundação Hemocentro patente
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Uma pesquisa de 15 anos promete revolucionar o tratamento para portadores de hemofilia A, oferecendo uma solução menos invasiva para a deficiência do Fator 8, uma proteína essencial para a coagulação sanguínea.

Avanço Científico Brasileiro

O estudo, conduzido por pesquisadores do Centro de Terapia Celular da USP, resultou em um método de fabricação de Fator 8 recombinante mais seguro, estável e com menor custo. A pesquisadora Virginia Picanso destaca que a inovação pode beneficiar cerca de 9 mil brasileiros com hemofilia, graças à possibilidade de produção em larga escala.

Benefícios da Nova Tecnologia

A principal vantagem do Fator 8 recombinante desenvolvido no Brasil é a independência de doações de sangue, eliminando o risco de infecções virais associadas ao plasma de doadores. Além disso, a produção em células humanas, ao invés de células murinas (de ratos) utilizadas em produtos similares no mercado, reduz os custos e minimiza os efeitos colaterais, gerando uma proteína idêntica à encontrada no plasma humano.

Superioridade em Relação a Outras Tecnologias

Virginia Picanso explica que a precisão da maquinaria humana na produção do Fator 8 garante uma proteína mais fiel à original, diminuindo o risco de o paciente desenvolver anticorpos que inativam o tratamento. A patente da tecnologia reforça o reconhecimento internacional da inovação desenvolvida pela USP de Ribeirão Preto.

O desenvolvimento dessa tecnologia abre portas para a produção de outros biofármacos no Brasil, como os Fatores 7 e 9, representando um avanço significativo para o país. A pesquisadora ressalta a importância do incentivo governamental e de laboratórios para que a produção em escala industrial se torne realidade. O Ministério da Saúde já havia aprovado o uso do Fator 8 recombinante para o tratamento de hemofilia A em 2013, demonstrando o potencial de economia para o país, que gastou milhões na importação do fator nos anos anteriores.

Este desenvolvimento representa um passo importante para a autonomia nacional na produção de biofármacos, oferecendo uma alternativa mais segura e acessível para o tratamento da hemofilia A.

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