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Fundição Ítalo Lanfredi tem falência decretada por causa de dívidas

Com quase 70 anos de existência, empresa de Monte Alto estava em processo de recuperação judicial desde julho de 2015
Fundição Ítalo Lanfredi falência
Com quase 70 anos de existência, empresa de Monte Alto estava em processo de recuperação judicial desde julho de 2015

Com quase 70 anos de existência, empresa de Monte Alto estava em processo de recuperação judicial desde julho de 2015

A Fundação Ítalo Lanfredi, tradicional instituição de Monte Alto com quase 70 anos de história, teve sua falência decretada pela justiça. A decisão, que ainda cabe recurso, foi motivada pela incapacidade da empresa em reverter sua grave situação financeira, mesmo após entrar em processo de recuperação judicial em julho do ano passado.

Dificuldades na Recuperação Judicial

De acordo com a decisão do juiz Gilson Miguel Gomes da Silva, da primeira vara cível de Monte Alto, a empresa não conseguiu aprovar um plano de recuperação viável e demonstrou incapacidade de reequilibrar suas finanças. O despacho judicial revela um déficit alarmante de R$ 25 milhões no balanço financeiro do ano passado, além de uma dívida crescente que atingiu a marca de R$ 54 milhões. A situação se agrava com débitos tributários que somam aproximadamente R$ 600 milhões com a União e o Estado.

Aprofundamento da Crise Financeira

O processo de recuperação judicial revelou um cenário ainda mais crítico do que o inicialmente declarado pela empresa. A dívida, que inicialmente era de R$ 38 milhões, escalou rapidamente. O juiz também apontou a drástica redução no quadro de funcionários, de 321 para apenas 40, sem o devido recolhimento das verbas rescisórias. A falta de pagamento resultou no corte do fornecimento de energia elétrica e na paralisação da produção.

Irregularidades e Omissão de Dados

A justiça também identificou a falta de transparência por parte da empresa, que não apresentou documentos cruciais para a avaliação das finanças, como dados sobre financiamentos, balancetes e fluxo de caixa. Essa omissão de informações foi interpretada como uma tentativa de mascarar a real situação financeira da Fundação. Diante desse quadro, o juiz decretou a falência e determinou o bloqueio dos bens da empresa e de seus sócios.

A decisão judicial pode ser contestada por meio de um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça de São Paulo.

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