Sessões de equoterapia foram suspensas e pelo menos 50 pacientes foram prejudicados
Dois cavalos, Pingo e Mansinho, foram furtados na madrugada do dia 24 de uma unidade agrícola da PAI em Batatais. Esses animais eram essenciais para o tratamento de reabilitação motora de crianças, jovens e adultos, e sua ausência interrompeu os atendimentos a dezenas de pessoas.
Reabilitação Interrompida
Icaro, um menino que frequentava a unidade há três anos, aprendeu a dar seus primeiros passos com a ajuda da equoterapia. Sua mãe, Joyce Cabrini, descreve a perda como imensurável, não apenas para a família, mas para todos os atendidos. A falta dos animais afeta principalmente as crianças com maior comprometimento motor, além dos alunos que atuavam como guias na terapia.
Apelo por Informações
Tatiana Ferreira, coordenadora da PAI de Batatais, faz um apelo público para a devolução dos animais. Pingo e Mansinho atendiam 34 pessoas semanalmente, auxiliando no fortalecimento muscular e equilíbrio. A coordenadora destaca que a falta dos cavalos compromete a evolução física e psicológica dos pacientes, afetando pelo menos 50 pessoas. A unidade, que contava com sete cavalos, tinha em Pingo e Mansinho seus principais animais para o trabalho de reabilitação.
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Prejuízos e Consequências
Cristiane Maira de Oliveira, funcionária da PAI, destaca os prejuízos causados pela falta dos animais. Pacientes que haviam progredido no tratamento, com ganho de controle de tronco e equilíbrio, podem regredir. Além do aspecto físico, o vínculo emocional criado entre os pacientes e os cavalos, conhecidos por sua docilidade, também é afetado. Este não é o primeiro caso de furto de animais na unidade; em 2012, outro cavalo, Alípeo, também foi levado. A polícia investiga o caso, mas ainda não há pistas. Quem tiver informações pode entrar em contato com a PAI pelo telefone 3661-6000.



