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Furto de fios complica o trânsito e deixa moradores sem água

Várias ocorrências foram registradas nessa terça-feira em Ribeirão Preto
furto de fios
Várias ocorrências foram registradas nessa terça-feira em Ribeirão Preto

Várias ocorrências foram registradas nessa terça-feira em Ribeirão Preto

São Paulo amanheceu mais uma vez com reflexos da ação de criminosos que têm como alvo a infraestrutura urbana. Furtos de cabos de semáforos e bombas de captação de água têm prejudicado o trânsito e o abastecimento, deixando a população impactada.

Ações da Transherp e os desafios da fiscalização

A Transherp, principal vítima dos furtos de cabos de semáforos, tem enfrentado dificuldades devido à atuação dos criminosos, principalmente durante a madrugada. Segundo Antônio Carlos Oliveira Jr., superintendente da Transherp, apesar da dificuldade de fiscalização noturna, equipes de plantão atuam na correção e reimplantação dos cabos assim que os furtos são reportados. Somente na manhã de hoje, foram registrados quatro casos na Zona Leste, afetando o funcionamento dos semáforos em importantes cruzamentos. De acordo com o superintendente, a Transherp busca parcerias com a Polícia Civil, a fiscalização municipal e o Ministério Público para combater esse tipo de crime, que além do prejuízo financeiro, representa um risco à segurança viária.

Impacto no abastecimento de água e prejuízos financeiros

Os furtos não se limitam aos semáforos. O Daerp também tem sofrido com a ação de criminosos, que têm visado as bombas de captação de água. Na manhã de hoje, o furto de fios em um poço deixou quatro bairros da região leste sem água, com previsão de normalização apenas para o fim da tarde. O Daerp contabilizou prejuízos de quase 5 milhões de reais em 2022, e mais de 100 mil reais em janeiro de 2023, com seis casos e seis tentativas de furto. A empresa afirma solicitar apoio frequente da polícia e da guarda municipal para patrulhamento em áreas mais vulneráveis.

Análise sociológica e a necessidade de políticas públicas

Para o sociólogo Vlaumir Souza, o aumento desses crimes está relacionado à falta de políticas públicas de segurança e, principalmente, assistencial. Ele argumenta que a ausência de programas sociais e a precariedade dos serviços públicos contribuem para o agravamento da situação social, o que tende a piorar nos próximos anos. A falta de uma rede de proteção social efetiva, segundo ele, exacerba a problemática. O Ministério Público, embora tenha sido contatado, não se manifestou até o momento, alegando sigilo para não comprometer as investigações em andamento.

A situação exige uma resposta urgente e integrada, envolvendo ações de segurança pública, investimentos em infraestrutura e políticas sociais que visem à prevenção e à redução da criminalidade. A população espera soluções eficazes para garantir a segurança e o funcionamento adequado dos serviços essenciais.

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