Tiago Songa fala desse carro, que se tornou uma febre no país; ouça o ‘CBN Giro Sobre Rodas’
No dia 3 de janeiro, o Fusca, um dos carros mais emblemáticos do Brasil, celebra duas datas importantes. Em 3 de janeiro de 1959, a Volkswagen do Brasil iniciou a produção do Fusca no país, marcando o lançamento oficial do modelo nacionalmente. Desde então, quase 3 milhões de unidades foram produzidas no Brasil, dentro de um total de quase 25 milhões fabricadas mundialmente.
Além do lançamento, o dia 3 de janeiro também é lembrado pela despedida do último Fusca fabricado, que ocorreu em 2020. O Fusca, originalmente chamado de “Neil Bittl” na Alemanha, teve várias despedidas ao longo dos anos: em 1979 na Alemanha, em 1986 no Brasil, em 1995-1996 e em 2003 no México. O modelo retornou ao Brasil em diferentes momentos, inclusive durante o governo do presidente Itamar Franco, que incentivou o retorno do Fusca como um carro popular acessível para a população de menor poder aquisitivo.
Histórico da produção do Fusca no Brasil
A Volkswagen chegou ao Brasil em 1953 e, após fabricar outros modelos, iniciou a produção do Fusca em 1959. O carro tornou-se um dos mais populares do país, com quase 3 milhões de unidades produzidas localmente.
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O retorno do Fusca nos anos 1990: Durante o governo de Itamar Franco, o Fusca voltou a ser fabricado no Brasil com adaptações, como faróis maiores e lanternas traseiras redondas, popularmente apelidadas de “Fafá”. O objetivo era oferecer um veículo acessível, dentro do plano de carros populares, que buscava veículos com preço máximo de cerca de 7.200 dólares na época.
Plano de carros populares e o mercado brasileiro: O plano de carros populares, que ganhou força nos governos de Sarney e Itamar Franco, incentivou a produção e venda de veículos com motor até 1.0 litro, como o Fiat Uno Mille, Ford Escort Hobby, Volkswagen Gol 1000 e Chevrolet Junior. O Fusca foi incluído nesse contexto como uma opção acessível para a população.
Entenda melhor
O apelido “Fafá” para o Fusca se deve às lanternas traseiras redondas introduzidas no modelo a partir de 1980, que lembravam a cantora Fafá de Belém, conhecida por sua presença marcante. O Fusca é reconhecido por seu legado cultural e por sua capacidade de se reinventar ao longo das décadas no Brasil.