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Gaeco aponta indícios de destruição de provas em Orlândia

Agentes encontraram documentos e computadores queimados na zona rural da cidade; arquivo pode ter relação com a Operação Loki
destruição de provas
Agentes encontraram documentos e computadores queimados na zona rural da cidade; arquivo pode ter relação com a Operação Loki

Agentes encontraram documentos e computadores queimados na zona rural da cidade; arquivo pode ter relação com a Operação Loki

Em operação que apura suposto esquema de corrupção na Prefeitura de Orlândia, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Franca encontrou indícios de destruição de provas.

Tentativa de Destruição de Provas

Durante as diligências da Operação LOC, que investiga ao menos 36 fraudes em licitações e contratos, documentos foram encontrados queimados na zona rural, juntamente com CPUs e HDs externos. O promotor Paulo Caroles afirma que a investigação buscará apurar se houve comunicação prévia sobre a operação entre os alvos dos mandados de busca e apreensão. Apesar disso, o GAECO descarta vazamento de informações.

Esquema de Corrupção e Desvios

A operação cumpriu 115 mandados de busca e apreensão em 11 cidades paulistas, recolhendo documentos, celulares e dinheiro. Os desvios podem chegar a R$ 14 milhões, com o esquema em andamento desde 2017, atingindo as secretarias de Educação, Saúde, Infraestrutura, Assistência Social e o Departamento de Água e Esgoto. Servidores, secretários, empresários e advogados estão entre os investigados. Uma das fraudes apontadas envolve a contratação da empresa de merenda escolar, com discrepâncias entre a quantidade de refeições fornecidas e o valor cobrado.

Investigação em Andamento

Apesar da possível destruição de provas, os materiais recolhidos passarão por perícia para recuperação de informações. A investigação se aprofundará em inconsistências encontradas em licitações, como a utilização da mesma justificativa para qualificar e desqualificar empresas. A Prefeitura de Orlândia abriu sindicância interna, convidou o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) para acompanhar o processo, mas alegou desconhecer as irregularidades e que as contas de 2017 foram aprovadas. O prefeito Osvaldo Ribeiro Junqueiraneto não está entre os alvos da operação, e nenhum servidor investigado foi afastado.

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