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Gaeco aponta que 36 licitações foram fraudadas em Orlândia desde 2017

Pregões somados passam de R$ 14 milhões; Operação Loki apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos de pessoas suspeitas
fraude em licitações
Pregões somados passam de R$ 14 milhões; Operação Loki apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos de pessoas suspeitas

Pregões somados passam de R$ 14 milhões; Operação Loki apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos de pessoas suspeitas

Megaoperação do Gaeco Descobre Fraudes em Licitações em Orlândia

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) deflagrou uma grande operação em Orlândia na última segunda-feira (2023-11-XX), apreendendo farta documentação que aponta para um esquema de fraudes em licitações na prefeitura. Foram apreendidos milhares de documentos, mais de 50 aparelhos eletrônicos (telefones, CPUs, notebooks, HDs externos e pendrives), além de aproximadamente R$ 114.950,00 em dinheiro.

Esquema Envolvia Vários Setores da Prefeitura

Segundo o promotor Rafael Piolla, as investigações ainda estão em andamento e não há prazo para conclusão. O Gaeco acredita que o esquema de fraudes atingia diversos setores da prefeitura, envolvendo servidores e secretários. Um exemplo citado foi a contratação de uma empresa fornecedora de merenda escolar, onde uma funcionária atestou 90 mil refeições fornecidas, enquanto a empresa cobrou por 132 mil. O promotor Paulo Radunz-Juno destacou que a operação evitou que as fraudes chegassem à concessão dos serviços de água e esgoto.

Tentativa de Destruição de Provas e Próximos Passos

A polícia encontrou documentos e computadores queimados em uma área rural, mas o material recuperado será analisado. Apesar da tentativa de destruir provas, o Gaeco acredita que a operação não teve vazamento. Embora os suspeitos tenham se comunicado durante o cumprimento dos mandados, o promotor Rafael Piolla prefere não apontar culpados nesse momento, pois há muito material a ser analisado. A prefeitura de Orlândia afirma ter aberto sindicância para apurar as denúncias, mas desconhece as irregularidades, alegando que as contas de 2017 foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado. O Gaeco, por sua vez, aponta 36 contratos fraudulentos desde 2017, totalizando R$ 14 milhões em prejuízos. Os nomes dos funcionários investigados não foram revelados.

O Gaeco continua as investigações e a prefeitura colabora com as autoridades. A licitação para a concessão de água e esgoto segue em andamento, com as notas atribuídas às empresas anuladas e um representante do Ministério Público acompanhando o processo.

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