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Gaeco avalia ações em 2018 e traça metas para 2019

Promotores de justiça Leonardo Romanelli e Frederico Camargo fizeram um balanço sobre a Operação Sevandija e desdobramentos
Gaeco ações 2019
Promotores de justiça Leonardo Romanelli e Frederico Camargo fizeram um balanço sobre a Operação Sevandija e desdobramentos

Promotores de justiça Leonardo Romanelli e Frederico Camargo fizeram um balanço sobre a Operação Sevandija e desdobramentos

O ano de 2018 foi marcado por grandes avanços na Operação Sevandija, que investiga o maior caso de corrupção da história de Ribeirão Preto. De acordo com os promotores de justiça Leonardo Romanelli e Frederico Camargo, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a operação teve resultados expressivos.

Resultados de 2018

Um dos principais resultados foi a condenação do prefeito em primeira instância, um marco na luta contra a corrupção em cidades grandes do estado de São Paulo. Além disso, houve operações focadas na recuperação de valores desviados dos cofres públicos, por meio do acompanhamento do fluxo de dinheiro (follow the money). Os leilões de bens apreendidos também foram cruciais para o ressarcimento aos cofres públicos, representando a etapa final da recuperação de ativos.

Desafios e Novos Rumos em 2019

Apesar dos avanços, os desafios permanecem. A soltura de Maria Zueli Alves, por motivos de saúde, gera preocupação, embora as investigações sobre seu caso estejam avançadas. A contradição entre os depoimentos do empresário José Ricardo Arruda e do ex-presidente do sindicato dos servidores, Wagner Rodrigues, também exige investigação adicional. A análise dessas divergências focará na avaliação patrimonial de Wagner Rodrigues, sem afetar as condenações já estabelecidas no caso Norários. Para 2019, a expectativa é de novos leilões e a continuidade das investigações, não apenas na Operação Sevandija, mas também em outras operações do Gaeco, incluindo apoio a outros estados em investigações de fraudes licitatórias e crimes de corrupção.

O Gaeco enfrenta a limitação de efetivo, mas busca incrementar o uso de tecnologia para otimizar a análise de casos. A participação da população, por meio de denúncias, é fundamental para o sucesso das investigações. A colaboração cidadã, aliada ao trabalho contínuo do Gaeco, é crucial para combater a corrupção e recuperar os danos causados aos cofres públicos.

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