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Gaeco busca quem escondeu patrimônios de acusados na Sevandija

Ministério Público já tem nomes e mapas de onde estão carros, casas e apartamentos de investigados na operação
esquema Sevandija
Ministério Público já tem nomes e mapas de onde estão carros, casas e apartamentos de investigados na operação

Ministério Público já tem nomes e mapas de onde estão carros, casas e apartamentos de investigados na operação

O Ministério Público investiga um esquema de corrupção que envolve empresários, comerciantes e parentes de suspeitos, com bens ocultos em Ribeirão Preto e outras cidades da região. A estratégia dos promotores é manter o sigilo sobre os nomes dos suspeitos, focando na recuperação do patrimônio desviado.

Bens Ocultos e Responsabilidades Criminais

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) possui um mapa detalhado com a localização de casas, apartamentos e carros. Segundo o advogado José Carlos Marcico, aqueles que tinham conhecimento da ocultação de patrimônio podem ser enquadrados como co-autores ou coadjuvantes, sujeitos a penas de reclusão, dependendo da gravidade do crime. Os promotores suspeitam que Marco Antônio dos Santos e Sandro Rovane tenham utilizado parentes e amigos para esconder seus bens.

O Rastro do Dinheiro e a Sonegação Fiscal

A investigação aponta para movimentações financeiras suspeitas, incluindo cheques da ex-advogada do sindicato dos servidores, Maria Zueli Librand, que teriam sido usados para ocultar bens dos acusados. Darci Vera, outro alvo da investigação, é suspeita de ter recebido R$ 7 milhões em propina de Maria Zueli, e as autoridades buscam rastrear esse montante. A Receita Federal detectou uma sonegação de pelo menos R$ 150 milhões em bens dos acusados, com base em movimentações bancárias, cheques, bens e viagens. A investigação também busca identificar os “laranjas” utilizados na compra de bens.

Investigação em Andamento

O delegado adjunto da Receita Federal, Armando Vicente Medeiros Borges, afirma que ainda há diversas fiscalizações em aberto, e o valor da sonegação pode aumentar. Os casos de sonegação fiscal são encaminhados ao Ministério Público Federal para análise e possível abertura de processo crime. Darci Vera, Marco Antônio dos Santos e Sandro Rovane negam envolvimento no esquema de corrupção, assim como Maria Zueli Librand, que afirma ter apenas emprestado dinheiro aos acusados.

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