MP considera que automóveis estão perdendo valor por ficarem em um pátio; objetivo é diminuir o prejuízo dos cofres públicos
Uma operação que apreendeu uma moto e 15 carros de luxo, avaliados em mais de R$ 2,5 milhões, em setembro de 2023, chama a atenção para a necessidade de leilão antecipado dos veículos. Os veículos estão no pátio do Ministério Público, cobertos de poeira e folhas, e correm o risco de desvalorização, segundo laudo pericial.
Risco de Desvalorização
De acordo com o delegado da Polícia Federal, Edson Geraldo de Souza, a permanência dos veículos no pátio, sem estrutura adequada para sua preservação, pode causar danos significativos a esses bens de alto valor e com equipamentos sofisticados. A Polícia Federal garante segurança, mas não consegue impedir a deterioração.
Pedido de Leilão Antecipado
Tanto a Polícia Federal quanto os promotores solicitaram um leilão antecipado para evitar maiores perdas financeiras. O Ministério Público justifica o pedido alegando a inadequação do pátio para a guarda dos veículos. A advogada Mariana Nicolete reforça que o leilão antecipado é a melhor forma de garantir que os valores recebidos reflitam o valor de mercado.
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Recomendação e Situação Atual
A advogada destaca que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomenda a alienação antecipada de veículos apreendidos para evitar a desvalorização. Os proprietários dos veículos tiveram 10 dias para apresentar defesa contra o leilão, mas o juiz ainda não decidiu sobre o pedido. Atualmente, o valor dos bens recuperados representa menos de 30% dos R$ 230 milhões desviados na operação Cevandija.



