CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gaeco cumpre quatro mandados de prisão relacionado às fraudes em Miguelópolis

Detenções pela operação 'Cartas em Branco' foram feitas em São Joaquim da Barra, Miguelópolis, Bocaina e Jaú
Gaeco mandados prisão fraudes
Detenções pela operação 'Cartas em Branco' foram feitas em São Joaquim da Barra, Miguelópolis, Bocaina e Jaú

Detenções pela operação ‘Cartas em Branco’ foram feitas em São Joaquim da Barra, Miguelópolis, Bocaina e Jaú

A Operação do Ministério Público de Franca, que investiga irregularidades em contratos entre a prefeitura de Miguelópolis e diversas empresas, ganhou novos desdobramentos nesta semana. Advogados e um empresário local, irmão de um vereador, foram presos preventivamente, após já terem sido detidos temporariamente em abril.

Novas Prisões e Evidências

De acordo com o promotor do Gaeco, Rafael Queiroz-Piola, os detidos nesta nova fase da operação tinham a função de orquestrar licitações fraudulentas, manipulando os resultados. A prática impedia a concorrência honesta, configurando um esquema de cartas marcadas. Os advogados envolvidos emitiam pareceres jurídicos com pleno conhecimento das irregularidades, auxiliando na montagem de procedimentos viciados.

O Papel dos Advogados no Esquema

O promotor detalhou que os advogados não apenas emitiam pareceres favoráveis, mas também instruíam os servidores públicos sobre como montar os procedimentos fraudulentos. E-mails trocados revelaram o envio de peças processuais que seriam utilizadas posteriormente à contratação, demonstrando a estreita relação de confiança entre os envolvidos e a prefeitura.

Dois Anos de Fraude Contínua

As investigações apontam que o esquema fraudulento perdurou por pelo menos dois anos, desde o início da gestão do prefeito Juliano Mendonça Jorge. Mesmo após mandados de busca e apreensão realizados pelo Gaeco, a prática de direcionar contratações e regularizar procedimentos viciados persistiu. Juliano Mendonça Jorge foi o primeiro prefeito em exercício no estado de São Paulo a ser preso preventivamente, e seus pedidos de habeas corpus foram negados.

Enquanto alguns envolvidos no esquema optaram pela delação premiada, buscando regime de prisão domiciliar, outros cooperaram com as investigações sem firmar acordo. A operação, deflagrada em 19 de abril, já havia prendido o prefeito de Miguelópolis e outras 13 pessoas por crimes como peculato, organização criminosa e corrupção ativa, com buscas realizadas em diversas cidades. Estima-se que o esquema, atuante em contratos de transporte escolar, compra de material e consultorias, desviou mais de R$ 6 milhões.

O caso segue em investigação, com o objetivo de responsabilizar todos os envolvidos e recuperar os recursos desviados.

Compartilhe

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.