Entre os investigados, estão três policiais civis; diligências estão sendo realizadas simultaneamente em nove cidades da região
Treze pessoas, incluindo três policiais civis, foram denunciadas pelo Gaeco de Franca por envolvimento em esquema de jogo do bicho em Ituverava, Guará, Pitangueiras e outras cinco cidades da região metropolitana de Ribeirão Preto.
Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro
Os acusados responderão por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação do sigilo funcional, falsidade ideológica e contravenção penal do jogo do bicho. A quadrilha foi presa temporariamente em 31 de outubro, durante a Operação Quebrando a Banca, que durou sete meses. Na ocasião, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão. Todo o material apreendido está sendo analisado pela promotoria.
Prisões e Investigação
As prisões temporárias, com duração de cinco dias, terminam nesta sexta-feira. O Gaeco solicitou à Justiça a conversão das prisões para preventivas, ou seja, até o julgamento do caso. A investigação revelou que parte dos integrantes já atuava em Goiás e se mudou para o interior de São Paulo há três anos. Uma família (pai, mãe, filha e genro), dona de uma casa lotérica em Ituverava, é considerada a chefia da organização. Os três policiais civis de Pitangueiras são suspeitos de receber propina em troca de informações privilegiadas.
Ação Policial e Contabilidade Informal
Gerentes eram recrutados para atuar nas cidades, gerenciando o jogo do bicho, recolhendo dinheiro e repassando ordens aos chefes. Máquinas e dinheiro foram apreendidos, parte em fundos falsos. A contabilidade era informal. O processo corre em sigilo, e os nomes dos suspeitos não foram divulgados pelo Gaeco.
A operação demonstra a extensão da organização criminosa e a complexidade do esquema de lavagem de dinheiro. A investigação detalhada e a ação conjunta das autoridades demonstram o comprometimento em combater crimes dessa natureza.



