Investigação é sobre organização que ocultava dinheiro do ex-diretor geral da Assembléia Legislativa do estado paranaense
Operação Gaéco no Interior Paulista
A operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaéco) do Paraná, deflagrada na manhã desta quarta-feira, resultou em três mandados de busca e apreensão cumpridos em Ribeirão Preto e Ipuan, interior de São Paulo. Ao todo, foram 16 mandados expedidos pela Justiça de Curitiba, como parte de uma investigação sobre uma organização criminosa que ocultava valores do ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná, Bibbemiguel (conhecido como Bibinho).
Ligação com Empresários Paulistas
De acordo com o promotor do Gaéco-Paraná, Felipe Lamarão de Paula Soares, as investigações apontam para uma possível ligação entre Bibinho e empresários do interior paulista. As movimentações financeiras envolvendo áreas agrícolas de Bibinho, mesmo com bens bloqueados, motivaram os mandados de busca e apreensão. A operação busca obter mais informações sobre essas transações financeiras suspeitas.
Antecedentes do Caso
Bibinho ficou conhecido em 2010 por denúncias de desvio de R$ 200 milhões entre 1997 e 2010, envolvendo um esquema de contratação de funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa do Paraná. Em 2015, ele foi denunciado, juntamente com outras 12 pessoas, por desvios de dinheiro público. A defesa do ex-diretor ainda não se manifestou sobre as buscas realizadas em Ribeirão Preto e Ipuan.
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Apesar do sigilo em torno dos nomes dos alvos em São Paulo, a operação demonstra a complexidade da investigação e suas ramificações em diferentes estados. A apuração do Gaéco continua em andamento para elucidar todos os detalhes deste caso.



