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Gaeco e PM cumprem mandados de busca e apreensão em Pitangueiras

Ex-Procurador Jurídico do Município é suspeito de participar de fraudes em licitações da Prefeitura
Busca e apreensão
Ex-Procurador Jurídico do Município é suspeito de participar de fraudes em licitações da Prefeitura

Ex-Procurador Jurídico do Município é suspeito de participar de fraudes em licitações da Prefeitura

Nesta sexta-feira, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Militar cumpriram dois mandados de busca e apreensão na casa e no escritório de Mauro Augusto Bocardo, ex-procurador jurídico de Pitangueiras. Ele é suspeito de participar de um esquema de fraude em licitações da prefeitura, que causou um prejuízo de R$ 190 mil aos cofres públicos.

Família como testa de ferro

A investigação aponta que familiares de Bocardo eram sócios da empresa contratada pela prefeitura, atuando como laranjas no esquema fraudulento. Segundo o promotor de justiça Leonardo Bellini de Castro, a empresa pertencia ao próprio procurador, que utilizou familiares para ocultar sua propriedade. A empresa venceu diversas licitações e, após investigações, descobriu-se que ela não possuía sede física, funcionários ou fluxo de capital além dos contratos firmados em Pitangueiras.

Investigação e Ações Legais

O advogado é investigado desde 2014 e foi denunciado no final do ano passado pelos crimes de associação criminosa, fraude em licitação e peculato. A documentação apreendida será anexada às provas existentes para concluir o inquérito. Já foram ajuizadas ações cíveis para a recomposição do patrimônio público lesado (três até o momento), além da aplicação de multas e penalidades previstas na lei de improbidade. As ações penais também foram ajuizadas.

Esquema Maior

A operação, que investiga fraudes em 35 licitações e 27 concursos públicos em São Paulo, revelou que a vereadora de Pradópolis, Marlene Gagliasso (presa), era a chefe do esquema. Ela era proprietária de duas empresas que fraudavam concursos na região, movimentando cerca de dois milhões de reais em contratos entre 2014 e 2015. O esquema atingiu Ipuã, Luís Antônio, Monte Alto, Serra Azul, Pitangueiras e Barretos. Os gabaritos eram adulterados após as provas, favorecendo pessoas indicadas pelas prefeituras e câmaras. Os valores recebidos pelos responsáveis pelas fraudes variavam de R$ 3 mil a R$ 35 mil, dependendo da complexidade e do cargo.

O Gaeco bloqueou R$ 476 mil, 25 imóveis e 29 veículos. A defesa do ex-procurador não foi localizada até o fechamento desta reportagem.

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