Ex-prefeita é acusada de fraudes em licitação, peculato e corrupção ativa
Prefeita de Ribeirão Preto, Darcy Vera, responde a mais uma denúncia do Gaeco. Desta vez, a acusação é de organização criminosa, dispensa indevida de licitação, fraude à licitação, peculato e corrupção ativa, com penas que podem somar 41 anos de prisão. Essa é a terceira denúncia contra a prefeita no âmbito da Operação C. Vandígia.
Esquema de Terceirização
O Gaeco detalha um esquema de fraude em licitações e desvio de dinheiro público ocorrido entre 2012 e 2016. Darcy Vera, segundo a denúncia, liderava um esquema que envolvia contratos de terceirização de mão de obra entre a CODESP (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Ribeirão Preto) e a empresa Atmosfera. O dinheiro desviado, de acordo com o Ministério Público, serviu para financiar apoio político na Câmara Municipal por meio de contratações de apadrinhados políticos na Atmosfera.
Condenações e Prejuízos
Em outubro de 2022, 21 réus, incluindo ex-secretários municipais, um ex-superintendente da CODESP e nove vereadores, já foram condenados em processos relacionados à Operação C. Vandígia. Algumas penas ultrapassam 30 anos de prisão. O Ministério Público estima prejuízos aos cofres públicos em R$ 105 milhões. Vale lembrar que Darcy Vera já foi condenada em primeira instância a mais de 18 anos de prisão em outro caso da mesma operação.
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A nova denúncia reforça a gravidade das acusações contra a ex-prefeita e seus colaboradores, demonstrando a complexidade do esquema de corrupção investigado pela Operação C. Vandígia e seus impactos financeiros para o município.



