Grupo do Ministério Público quer acelerar as investigações e o julgamento dos denunciados
O Gaeco (Grupo de Ação e Combate ao Crime Organizado) investiga o maior esquema de corrupção em Ribeirão Preto, que desviou mais de R$ 200 milhões dos cofres municipais. Desde setembro de 2022, o grupo analisa provas, depoimentos e bens dos investigados na Operação Sevandija.
Desdobramentos da Operação Sevandija
As investigações se dividem em quatro frentes. A mais avançada apura o recebimento de R$ 45 milhões pela ex-advogada do sindicato dos servidores, Maria Zuelly Librandi, referentes a honorários de uma ação coletiva. O ex-presidente do sindicato, Wagner Rodrigues, delatou detalhes sobre a falsificação de atas para homologar o acordo judicial, citando beneficiários do esquema. Todas as defesas apresentadas pelos réus foram indeferidas pelo juiz.
Outra frente investiga fraudes em licitações e desvio de dinheiro no Daerp (Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto), com a delação premiada do ex-diretor técnico, Luís Alberto Mantila. A Coderp (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Ribeirão Preto) também é investigada por servir de cabide de empregos para vereadores, por meio da empresa Atmosfera, que tinha contratos fraudados com a prefeitura. Por fim, o Gaeco apura o superfaturamento na compra de catracas pela Secretaria de Educação.
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Novas Delações e Força-Tarefa
Na semana passada, Gaeco e Polícia Federal formaram uma força-tarefa para acelerar as investigações. Segundo o delegado Edson de Souza (PF), há possibilidade de novas delações, com provas levantadas podendo embasar novos inquéritos e prisões. Qualquer indício de crimes além dos já investigados na Operação Sevandija poderá levar à abertura de novos inquéritos.
A velocidade das investigações é crucial para determinar quem permanece preso antes do julgamento, segundo o advogado Marcelo Valente. Com exceção dos dois delatores, todos os réus negam envolvimento em irregularidades.



